O Ministério da Agricultura publicou nesta terça-feira (24), no Diário Oficial da União, o Despacho Decisório nº 456, de 23 de fevereiro de 2026, determinando a suspensão imediata e temporária das importações de amêndoas fermentadas e secas de cacau provenientes da República da Costa do Marfim. A decisão é resultado de uma longa batalha dos produtores brasileiros de cacau, que há anos denunciam os prejuízos causados pela concorrência desleal do produto estrangeiro.
A medida atinge diretamente os produtores rurais de Rondônia, estado que possui uma cadeia produtiva de cacau em crescimento e que vinha sofrendo com a entrada de amêndoas importadas a preços que inviabilizavam a produção nacional. Na última semana, agricultores do município de Jaru realizaram uma manifestação pública cobrando providências do poder público diante da situação.
O Deputado Federal Thiago Flores (Republicanos), que acompanhou de perto a manifestação em Jaru e tem sido um dos principais defensores da causa cacaueira em Rondônia, celebrou a decisão e reforçou que seguirá acompanhando o processo até que a suspensão se torne definitiva. Segundo o despacho, a suspensão será mantida até que a Costa do Marfim apresente formalmente garantias de que os envios não oferecem riscos fitossanitários ao Brasil.
“Essa é uma vitória dos nossos produtores, mas ainda não terminamos. Vou continuar acompanhando de perto esse processo para garantir que essa suspensão se torne definitiva. O Brasil tem capacidade de produzir cacau de qualidade e não precisamos importar quando temos o nosso produtor aqui, trabalhando, produzindo e dependendo disso para sobreviver”, afirmou o Deputado Thiago Flores.
O parlamentar reforça que a valorização do produtor nacional é uma prioridade do seu mandato e que seguirá pressionando para que os agricultores brasileiros tenham as condições necessárias para competir com dignidade no mercado.










