Irã intensifica retórica contra os EUA com imagem impactante e ameaça resposta ‘contundente’ em meio a tensões no Oriente Médio
O Irã reforçou sua postura contra os Estados Unidos nesta segunda-feira (26), ameaçando uma resposta “contundente” a qualquer agressão, coincidindo com o aumento da presença militar americana no Oriente Médio. A escalada ocorre com a chegada do grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln à região.
Em um gesto simbólico de forte impacto, as autoridades iranianas instalaram um enorme outdoor em uma praça central de Teerã, exibindo a imagem de um porta-aviões americano destruído. A mensagem que acompanha a imagem é direta: “Quem semeia vento, colhe tempestade”.
O Comando Central militar dos Estados Unidos (Centcom) anunciou a chegada do USS Abraham Lincoln, justificando a movimentação como uma forma de “promover a segurança e a estabilidade regionais”. A presença do porta-aviões ocorre em um momento de repressão a protestos em larga escala no Irã. Apesar de o presidente Donald Trump não ter optado por uma ação militar direta até o momento, ele mantém “todas as opções na mesa”.
O Ministério das Relações Exteriores iraniano declarou que qualquer agressão receberá uma “resposta contundente” que provocará “arrependimento”. O porta-voz do ministério, Esmail Baqai, afirmou que o Irã tem “confiança nas suas próprias capacidades” e minimizou o impacto da chegada do porta-aviões americano: “A chegada de um navio de guerra deste tipo não afetará a determinação e seriedade do Irã”.
Enquanto isso, a organização Human Rights Activists News Agency (HRANA) reportou a morte de quase seis mil pessoas durante os protestos no Irã, embora ressalte que o número real possa ser ainda maior. A ONG já corroborou a morte de 5.848 pessoas, incluindo 209 membros das forças de segurança, e investiga outras 17.091 possíveis mortes, além de registrar pelo menos 41.283 detenções.
Grupos de defesa dos direitos humanos acusam as autoridades iranianas de reprimir violentamente os manifestantes e de bloquear o acesso à internet desde 8 de janeiro, com o objetivo de esconder a magnitude da repressão. A organização Netblocks confirmou o bloqueio, afirmando que ele visa esconder “o alcance da repressão mortal contra a população civil”. Em seu primeiro balanço oficial, as autoridades iranianas reportaram 3.117 mortes, a maioria entre as forças de segurança ou pessoas consideradas “agitadores”.
Com informações do G1









