Na comunidade São João do Ipecaçu, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã (AM), as mulheres do Teçume d’Amazônia celebraram 25 anos de história, entre os dias 6 e 7 de dezembro. O evento reuniu artesãs, parceiros como o Instituto Mamirauá, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), a Federação dos Manejadores e Manejadoras de Pirarucu de Mamirauá (FEMAPAM) e a Universidade Paulista (UNIP), em um encontro marcado pela memória e pelo fortalecimento comunitário.
O encontro proporcionou dinâmicas de grupo, palestras e rodas de conversa sobre empreendedorismo, saúde da mulher, manejo de pesca e ações socioambientais, promovendo a troca de experiências entre participantes e instituições. O álbum de memória “Teçume d’Amazônia”, que registra a trajetória do grupo, foi distribuído aos presentes. A programação também incluiu atendimentos de saúde preventiva e procedimentos estéticos oferecidos pela UNIP.
Durante a celebração, foi exibido um filme sobre a história e a força do Teçume d’Amazônia, com colaboração do Instituto Mamirauá. À noite, o centro comunitário se transformou em palco para uma noite cultural vibrante, com a apresentação de um documentário sobre o grupo, shows musicais, bingo e um desfile que destacou as tinturas e os grafismos do teçume, com peças confeccionadas pelas artesãs Geovana da Silva de Souza e Silene da Silva Cardoso.

Dávila Corrêa, diretora de Manejo e Desenvolvimento do Instituto Mamirauá, ressaltou a dimensão coletiva e intergeracional do encontro. “Foi muito mais do que uma comemoração. O encontro foi carregado de significado, de anos de história e de emoção. Era nítido o clima de pertencimento e orgulho coletivo, com homens, mulheres, crianças e jovens participando ativamente”, afirmou. A participação dos homens e das crianças reforçou o caráter comunitário da celebração e o reconhecimento do trabalho das mulheres.
Os relatos emocionados das artesãs rememoraram os desafios e conquistas de mais de duas décadas de trabalho coletivo, expressando o orgulho de um legado transmitido entre gerações. Maria Marly das Chagas de Oliveira relembrou: “Quando eu entrei no Teçume, eu nem sabia direito como caminhar sozinha. A gente aprendeu juntas… Tudo o que vivemos valeu a pena. Foram 25 anos difíceis, mas 25 anos conquistados”. A jovem artesã Daniele da Silva da Mota, que participa do coletivo há cinco anos, destacou: “Eu não sabia tecer nada, e elas me ensinaram. E hoje tenho essa profissão de artesã, que eu amo muito”.

Com informações do Portal Amazônia.












