Pesquisa revela como a tecnologia está transformando a vida de quem tem mais de 50 anos, com foco em saúde, conexão e autonomia
Adultos com mais de 50 anos estão cada vez mais abertos à tecnologia, reconhecendo seu potencial para melhorar a qualidade de vida na medida em que envelhecem. No entanto, a privacidade de dados e a percepção de valor continuam sendo obstáculos importantes para a adoção em larga escala.
Esses são alguns dos resultados da décima edição de uma pesquisa realizada pela AARP, organização que representa dezenas de milhões de aposentados nos Estados Unidos. A pesquisa, baseada em entrevistas com 3.838 pessoas, revela que, para 73% dos entrevistados, “a tecnologia permite que continuem vivendo em suas casas e torna tanto as tarefas diárias quanto o envelhecimento mais fáceis”.
A maioria dos participantes da pesquisa enxerga a tecnologia de forma positiva, como um fator de enriquecimento da vida. Quase metade (46%) acredita que a tecnologia pode contribuir para uma vida mais saudável, uma percepção consistente em todas as faixas etárias. Além disso, 50% já utilizam algum tipo de tecnologia de casa inteligente (smart home), como sistemas de segurança, iluminação automatizada ou eletrodomésticos conectados.
Apesar dos avanços, a privacidade de dados permanece a principal preocupação, seguida pela dificuldade em compreender o custo-benefício de equipamentos e serviços. Paralelamente, os cuidadores também estão recorrendo a ferramentas digitais: 55% utilizam tecnologias para gerenciar rotinas, coordenar cuidados ou monitorar a saúde de seus pacientes.
O uso de Inteligência Artificial (IA) quase dobrou entre 2024 e 2025, saltando de 18% para 30%. Os adultos mais velhos demonstram interesse em dispositivos de monitoramento de saúde e ferramentas de IA que ofereçam informações nutricionais ou de saúde. Contudo, a confiança nas informações fornecidas pela IA ainda é baixa. Atualmente, 9 em cada 10 pessoas com mais de 50 anos possuem um smartphone, um aumento de 63% em dez anos, e o número médio de telas por indivíduo quase dobrou com a popularização de laptops, tablets e wearables.
O levantamento aponta que os desejos tecnológicos futuros estão ligados à facilidade no dia a dia e à gestão da saúde. Nos EUA, dois em cada cinco adultos mais velhos planejam realizar alguma compra relacionada a tecnologia em 2026, com serviços de streaming liderando a lista. A tecnologia se consolida, assim, como uma ferramenta essencial para a autonomia e o bem-estar na melhor idade.
Com informações do G1











