TCU e Banco Central evitam confronto e chegam a acordo sobre a fiscalização do caso Master. Inspeção sequer será votada
A reunião entre o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, diminuiu as tensões em torno de possíveis questionamentos à autoridade monetária.
Durante o encontro, o Banco Central expressou preocupação com a confidencialidade de seus dados, incluindo informações fiscais relacionadas ao Banco Master e ao Banco de Brasília (BRB). Ficou acordado que técnicos do TCU realizarão uma diligência nos próximos dias. O pedido do BC para que o colegiado do TCU avaliasse a necessidade de uma inspeção, no entanto, não deverá ser levado à votação no plenário.
O encontro contou com a participação de mais de 20 pessoas, incluindo presidentes e diretores do BC, técnicos de ambas as instituições e os ministros do TCU, Vital do Rêgo e Jhonatan de Jesus, relator do caso. Na prática, a reunião serviu como um acordo para evitar um conflito mais aberto.
Após a reunião, Vital do Rêgo ressaltou que o procedimento não deveria ser chamado de “inspeção”, mas sim de “diligência”, o que implica uma análise menos rigorosa do que a inicialmente proposta pelo ministro Jhonatan de Jesus. “
O TCU, por sua vez, reforçou seu direito de fiscalizar o Banco Central e recebeu elogios durante o encontro. O resultado prático da reunião foi o afastamento da possibilidade de uma medida mais incisiva do TCU em relação à análise do processo de liquidação do Banco Master.
Em paralelo, quase 1500 instituições financeiras divulgaram uma carta em defesa do Banco Central. A situação do Banco Master continua sob escrutínio, mas o acordo entre TCU e BC parece ter acalmado as águas, pelo menos temporariamente.
Com informações do G1










