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25 de janeiro de 2026

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TCU busca acalmar tensões após suspender inspeção no Banco Central

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Inspeção do TCU no Banco Central é suspensa para ‘acalmar’ ambiente, diz presidente da Corte. Decisão ocorre após pressão e diálogo

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, defendeu a suspensão da inspeção no Banco Central, determinada pelo ministro Jhonatan de Jesus, até que o plenário da Corte se posicione sobre o caso. Segundo ele, a medida foi “serena” e visava diminuir um “estremecimento” nas relações entre o BC, o tribunal e o mercado.

A suspensão ocorreu seis dias após a autorização da inspeção, relacionada ao caso Master. Vital do Rêgo explicou que, ao perceber o aumento da tensão, buscou diálogo com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, com o ministro da Fazenda e com o relator do caso. “Quando chegou a esse nível, eu conversando permanentemente com o Galípolo, com o ministro da Fazenda e com o relator, eu disse: está na hora da gente dar um arrefecimento, vamos fazer uns encontros para entender as prerrogativas do Tribunal e as que tem o Banco Central, entendeu? Porque eles têm que guardar sigilo das coisas, mas nós também temos que fiscalizar”, afirmou.

A decisão de suspender a inspeção, segundo o presidente do TCU, visa “criar uma uniformização de condutas” e dar tempo para que as partes envolvidas compreendam melhor suas prerrogativas. “Vai nos dar tempo de criar uma uniformização de condutas”, declarou. Está prevista uma reunião entre o ministro Jhonatan de Jesus e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na próxima semana.

Vital do Rêgo negou que a determinação da inspeção tenha sido um erro. “Não foi um erro. Quem pediu (a investigação) foi o Ministério Público, a unidade técnica encaminhou para o relator. A inspeção é algo comum, corriqueiro, entre o tribunal e as agências reguladoras quando falta algum esclarecimento sobre algum ponto a ser visto”, disse. Ele ressaltou que a inspeção faz parte do processo de fiscalização do TCU.

O presidente do TCU reconheceu que a delicadeza do tema e a repercussão no mercado financeiro contribuíram para o aumento da tensão. “Agora, por ser uma matéria delicada, que está na ordem do dia a questão do dia, o mercado, criou-se, digamos assim, uma escalada de tensionamento, de notícias desencontradas”, relatou. “Era necessário que eu entrasse nessa história para preservar o Tribunal na sua competência. Nós temos que entender as prerrogativas que o BC tem e aí a gente vai encontrar um caminho que seja um caminho sem percalços para nenhum de nós”.

Vital do Rêgo enfatizou a importância de entender as prerrogativas do Banco Central para encontrar um caminho que evite obstáculos para ambas as instituições.

Com informações do G1

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