TCU defende atuação do Banco Central na liquidação do Banco Master, afastando suspeitas de irregularidades
A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que não houve “impropriedades, omissões ou negligências” por parte do Banco Central (BC) na condução da liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro de 2025. A informação foi revelada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmada pela TV Globo.
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No relatório, os técnicos do TCU afirmam que a intervenção no banco de Daniel Vorcaro foi uma “medida imperativa, legal e tecnicamente fundamentada, adotada tempestivamente após o esgotamento fático das alternativas de recuperação e diante da insolvência e da possível prática de ilícitos pela instituição supervisionada”. A conclusão afasta a hipótese levantada pelo ministro relator do caso, Jhonatan de Jesus, de que haveria indícios de precipitação na decretação da liquidação.
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Em dezembro de 2025, o ministro Jhonatan de Jesus havia solicitado esclarecimentos ao BC sobre a fundamentação da medida, mencionando possíveis irregularidades e omissões no processo envolvendo o Banco Master. Uma análise preliminar do próprio TCU já havia indicado que não houve “inação” por parte do BC na decisão de decretar a liquidação extrajudicial do banco.
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O processo segue sob sigilo na Corte de Contas, sem previsão de quando será levado ao plenário. A TV Globo buscou manifestações da assessoria do ministro e do Banco Central, mas não obteve resposta até a publicação da matéria. A crise entre o TCU e o BC se intensificou após o ministro determinar uma inspeção nos documentos do Banco Central, gerando questionamentos sobre a forma do procedimento.
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Inicialmente, o BC recorreu da decisão do ministro, argumentando que a análise deveria ser feita pelo colegiado do TCU. Posteriormente, as partes chegaram a um acordo para a realização de um procedimento técnico nos documentos. O parecer técnico final, conforme apurado, não identificou irregularidades na condução do processo pelo Banco Central. O ministro relator ainda não apresentou seu parecer final, e o caso ainda não foi julgado em plenário.
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Relembrando, em meados de dezembro de 2025, o ministro Jhonatan de Jesus determinou que o Banco Central apresentasse esclarecimentos sobre supostos indícios de liquidação “precipitada” do Banco Master. O BC precisou detalhar a fundamentação da decisão, as alternativas consideradas, a cronologia dos eventos e a coerência interna do processo decisório. O ministro apontou supostos indícios de irregularidades e omissões.
Com informações do G1










