Em Roraima, projeto transforma ribeirinhos em aliados da conservação e garante a soltura de 150 mil filhotes.
Na comunidade Sacaí, às margens do Rio Branco, em Roraima, a relação com as tartarugas-da-Amazônia mudou. O que antes era captura e consumo, agora é proteção e conservação, graças ao Projeto Quelônios da Amazônia (PQA) do Ibama.
A transformação envolveu educação ambiental nas escolas e conscientização dos 250 ribeirinhos, que passaram a atuar como guardiões da espécie. Este ano, o Baixo Rio Branco deve registrar o nascimento de 150 mil tartarugas, um recorde para o estado.
“O que a gente vê hoje é uma comunidade muito mais consciente do valor desses animais pro equilíbrio desse riozão”, explica Josué Moreira, presidente da associação comunitária de Sacaí. A mudança é notável: a comunidade deixou de ajudar os traficantes de tartarugas que atuavam na região.
O projeto monitora ninhos em praias ao longo do Baixo Rio Branco — o acesso é feito apenas por barco. A iniciativa atua contra predadores e o tráfico de tartarugas, conhecido como “tartarugueiros”.

A participação das crianças é fundamental. Através de atividades educativas na escola municipal Oscar Batista dos Santos, os alunos aprendem sobre o ciclo de vida das tartarugas e a importância da preservação, levando o conhecimento para suas famílias.
O PQA, que já salvou cerca de 100 milhões de filhotes no Brasil, está contribuindo para que a tartaruga-da-Amazônia saia da lista de animais ameaçados de extinção.
Com informações do Portal Amazônia.










