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12 de março de 2026

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Tarifas dos EUA impulsionam exportações brasileiras para mais da metade dos parceiros

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Apesar das tarifas americanas, Brasil bate recorde de exportações em 2025, diversificando mercados e conquistando novos compradores

O tarifaço imposto pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou impactos diversos na balança comercial brasileira em 2025. Enquanto encareceu as vendas e reduziu as exportações para os EUA ao longo do ano, incentivou a aproximação do Brasil com outros parceiros comerciais.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgados na terça-feira (6), o Brasil ampliou as vendas para mais da metade de seus parceiros comerciais em 2025 (53,3%). Mais de 40 países registraram recordes de compras de produtos brasileiros, com destaque para Canadá (crescimento de 14,8%), Índia (30,2%), Noruega (8,8%), Paquistão (132,6%), Paraguai (6,9%), Suíça (53,7%), Turquia (7,9%) e Uruguai (29,5%).

Em 2025, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 68,3 bilhões (R$ 367,4 bilhões), resultado da diferença entre exportações e importações. As exportações somaram US$ 349 bilhões (cerca de R$ 1,9 trilhão), um novo recorde mesmo com as tarifas impostas. No entanto, as exportações para os EUA recuaram de US$ 40,37 bilhões em 2024 para US$ 37,72 bilhões em 2025 – uma queda de 6,6% – ampliando o déficit comercial com os americanos para US$ 7,53 bilhões.

O desempenho positivo das exportações brasileiras foi impulsionado pelo volume recorde de vendas da indústria de transformação, que totalizaram US$ 189 bilhões (cerca de R$ 1,02 trilhão). Dentre os principais destaques estão a carne bovina (US$ 16,6 bilhões), carne suína (US$ 3,4 bilhões), alumina (US$ 3,4 bilhões), veículos para transporte de mercadorias (US$ 3,1 bilhões), entre outros.

“Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos.”, afirmou o vice-presidente e ministro de desenvolvimento, Geraldo Alckmin, em nota oficial. A indústria extrativa também contribuiu com recordes de embarque de minério de ferro (416 milhões de toneladas) e petróleo (98 milhões de toneladas), enquanto os bens agropecuários apresentaram avanços de 3,4% em volume e 7,1% em valor.

Apesar da negociação para a retirada das tarifas de Trump para a maioria dos produtos, que só passou a valer em novembro, muitos setores ainda sentem os efeitos negativos. O governo Lula (PT) tem um caminho a percorrer nas negociações comerciais. “[Agora] é vital que o governo brasileiro intensifique suas estratégias comerciais e desenvolva uma política de estado que promova a expansão das exportações, especialmente em produtos com maior valor agregado”, destaca o economista Bruno Corano, da Capital Corano. Ele ressalta a necessidade de aumentar a frequência das missões comerciais para fortalecer laços e explorar novas oportunidades, além de criar uma política de Estado voltada à expansão das exportações.

Com informações do G1

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