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07 de março de 2026

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Suspeito de feminicídio buscou na web como agir após a morte da esposa em RO

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Em Rondônia, homem preso por feminicídio pesquisou online sobre como lidar com a morte da esposa, levantando suspeitas da polícia

Magno dos Santos Batista foi preso em Porto Velho sob a acusação de matar a esposa e tentar simular um suicídio durante o Natal. A Polícia Civil informou que as pesquisas realizadas no celular do suspeito reforçam a suspeita de feminicídio, além das contradições encontradas em seu depoimento.

O crime ocorreu no dia 18 de dezembro e Magno foi preso preventivamente na véspera de Natal. Com a autorização do suspeito, as autoridades acessaram o histórico de buscas em seu celular, revelando questionamentos perturbadores:

“Como proceder após suicídio da esposa?”

“Se mexer no cadáver ele pode fazer barulho?”

“Quando a pessoa morre se vira o olho?”

Uma das pesquisas, realizada no dia anterior ao crime, buscava informações sobre o que a Bíblia diz a respeito de suicidas. O suspeito alegou que discutiu com a esposa, que ficou “alterada”, e que, ao acordar, a encontrou enforcada com uma corda. No entanto, mensagens encontradas em seu celular contradizem sua versão, indicando atividade durante o período em que ele disse estar dormindo.

Magno chegou a ser detido no dia do crime, mas foi liberado por falta de provas técnicas. Posteriormente, um inquérito foi instaurado para determinar se a morte se tratava de suicídio ou homicídio. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) foi crucial: Luciana não morreu por enforcamento, mas por asfixia causada por estrangulamento, com outras lesões identificadas no corpo.

Com base no laudo do IML, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) solicitou a prisão preventiva de Magno, pedido que foi acatado pela Justiça. A Polícia Civil localizou e cumpriu o mandado de prisão contra o suspeito.

Entenda os sinais do feminicídio: o feminicídio é a morte de uma mulher por razões de gênero, ou seja, por ser mulher. É uma forma de violência extrema e muitas vezes resultado de um ciclo de agressões.

Com informações do G1

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