A vereadora Sofia Andrade (PL) se posicionou de forma firme durante sessão realizada nesta terça-feira na Câmara Municipal de Porto Velho, ao comentar um anteprojeto que prevê o pagamento de um salário de R$ 1.500 para presidiários que atuarem em atividades de trabalho.Durante sua fala, a parlamentar reconheceu a importância da proposta no que diz respeito à ressocialização, destacando que o trabalho é essencial para preparar os detentos para o retorno à sociedade. No entanto, deixou claro que é contrária à remuneração com recursos públicos.
Para Sofia Andrade, permitir que presos trabalhem pode ser positivo, desde que isso não gere custos adicionais ao contribuinte. Ela argumenta que o sistema prisional já representa um alto custo para a população e que, portanto, o trabalho deveria ser uma forma de compensação, e não mais uma despesa pública.
Durante o discurso, a parlamentar reforçou que o preso “já come, dorme e vive às custas do cidadão” e que, diante disso, o trabalho deveria ser encarado como uma obrigação, não como uma atividade remunerada. Na avaliação dela, os detentos deveriam contribuir para reduzir os custos que geram ao Estado e à sociedade.
Segundo Sofia, o principal problema está no impacto financeiro para a população. Ela argumenta que o sistema prisional já representa um alto custo para o contribuinte, o que torna inadequado criar novas despesas. Esse argumento é reforçado por dados recentes. Levantamento divulgado pelo Metrópoles aponta que o custo mensal de um preso pode variar entre R$ 1 mil e R$ 4 mil nos estados, com média nacional superior a R$ 2,3 mil. Já a CNN Brasil mostrou que os gastos federais com penitenciárias atingiram, em 2023, o maior nível dos últimos quatro anos.
Diante desse cenário, a vereadora defende que o trabalho dentro do sistema prisional deve existir, mas como forma de compensação à sociedade, e não como geração de renda paga pelo poder público. “Se o preso já tem custo para o cidadão, o trabalho deveria ser uma obrigação”, argumenta.
Apesar de apoiar o objetivo de ressocialização, Sofia Andrade reforçou que é contra o pagamento de salário de R$ 1.500 para detentos, defendendo que a medida pode ampliar os gastos públicos sem retorno proporcional para a população.














