A Embrapa Rondônia lidera o desenvolvimento do primeiro sistema de benchmarking para a castanha-do-brasil, uma metodologia de análise comparativa entre empresas do setor. O projeto, selecionado em edital do Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Bezos Earth Fund, visa preencher uma lacuna crítica na bioeconomia amazônica, criando indicadores padronizados de eficiência industrial no beneficiamento da castanha.
O sistema permitirá comparar o desempenho de diferentes beneficiadoras, identificando gargalos e propondo melhorias técnicas e de gestão. Entre os indicadores a serem analisados estão taxa de corte da matéria-prima, rendimento de produção e percentual de amêndoas quebradas. Seis empresas dos estados do Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso já aderiram ao projeto, compartilhando dados sob sigilo e em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Além do impacto técnico, a iniciativa busca a articulação com órgãos governamentais como Finep, Senai, MDIC e Embrapii, visando integrar o benchmarking ao planejamento da bioeconomia nacional. A expectativa é que os dados gerados influenciem políticas de financiamento, inovação e capacitação, aumentando a competitividade das empresas e valorizando a floresta em pé.
O projeto também prevê a formação de jovens pesquisadores em métodos de análise industrial e bioeconomia, com bolsas para estudantes de graduação e pós-graduação da Amazônia. A adoção do benchmarking é vista como um salto estrutural para a economia da floresta, permitindo aprimorar processos, aumentar o valor agregado e incentivar a manutenção das castanheiras.
A iniciativa é conduzida por uma rede multi-institucional que inclui Embrapa, universidades e organizações como a ApexBrasil e o Centro de Empreendedorismo da Amazônia, unindo expertise técnica, formação de pesquisadores e apoio à inserção empresarial no mercado.
Com informações do Portal Amazônia.










