Informação é com a gente!

17 de fevereiro de 2026

Informação é com a gente!

17 de fevereiro de 2026

Sgb estuda ciclo da água em missão inédita na Amazônia

peixe-post-madeirao
peixe-post-madeirao

Últimas notícias

09/02/2026
Publicação legal: Pedido de Renovação da Licença de Operação
12/01/2026
Edital de convocação: ASSOCIAÇÃO BENEFICIENTE QUEIROZ ALMEIDA
02/01/2026
Pedido de renovação de licença de operação e outorga
02/01/2026
Pedido de renovação de licença de operação e outorga
12/12/2025
Publicação legal: Edital de convocação
12/12/2025
Publicação legal: Termo de adjudicação e homologação
02/12/2025
Asprocinco: Comunicado de recebimento de recurso e publicação
02/12/2025
Asprocinco: Comunicado de recebimento de recurso e publicação
08/10/2025
Aviso de licitação: Pregão eletrônico – licitação n. 90011/2025 – menor preço global
02/10/2025
Publicação legal: Termo de Homologação – Pregào 9009/2025

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) realizou uma missão pioneira para investigar o ciclo da água na Amazônia, com atividades que se estenderam até 27 de setembro. A expedição, iniciada em 5 de setembro, percorreu trechos dos rios Negro, Solimões, Purus, Madeira e Amazonas, com o objetivo de coletar amostras de água no âmbito do Programa de Aplicações Isotópicas do SGB.

A campanha é a mais extensa já realizada no país em termos de extensão de rio, e possivelmente uma das maiores do mundo. Ao longo de mais de dois mil quilômetros, os pesquisadores utilizaram o navio oceanográfico Rio Branco, da Marinha do Brasil, para realizar as coletas.

O projeto busca aprofundar o conhecimento sobre o ciclo hidrológico da Amazônia, uma região crucial para o clima global, gerando informações sobre a origem e o movimento da água no bioma. As amostras foram coletadas em diferentes profundidades – 2, 5 e 10 metros – a cada 20 quilômetros ao longo dos rios e nas desembocaduras de igarapés.

As coletas foram feitas diretamente do navio e, em áreas específicas como o Parque Nacional de Anavilhanas e igarapés maiores, com apoio de lanchas. As amostras passarão por análises hidroquímicas e isotópicas, utilizando traçadores de oxigênio, hidrogênio e estrôncio. Amostras coletadas a 10 metros de profundidade também foram analisadas a bordo com equipamento portátil (RAD8) para medir o Radônio.

“Desenvolvemos uma estratégia de coleta em diferentes profundidades baseada em tentativa e erro. A forte correnteza dos rios e o padrão de navegação da Marinha foram desafios superados graças à integração das equipes do SGB e da Marinha, garantindo coletas rápidas, seguras e bem-sucedidas”, explicou Sérgio Estevam, técnico do SGB.

Dados para a tomada de decisões

Os dados obtidos permitirão mapear as rotas de geração de umidade e chuva, estimar as contribuições do escoamento e do degelo, e fornecer informações para entender o ciclo hidrológico como um todo. Isso ajudará a embasar futuras pesquisas nacionais e internacionais.

A hidrologia isotópica é fundamental para a compreensão do ciclo da água e tem aplicações na gestão de recursos hídricos, além de auxiliar em estudos sobre mudanças climáticas, ecologia, fauna selvagem e rastreabilidade de alimentos.

Roberto Kirchheim, pesquisador do SGB, destacou a importância estratégica da atuação da instituição na região: “A vida das pessoas depende da dinâmica dos rios, sua navegabilidade e a manutenção das funções ecossistêmicas. Precisamos avançar com projetos estruturantes, equipamentos modernos e maior articulação com parceiros para garantir a sustentabilidade da Amazônia. A COP 30 certamente amplificará os desafios da região, e o SGB precisa ter respostas institucionais à altura”, ressaltou.

A equipe do SGB envolvida na missão incluiu Roberto Kirchheim, Roberto Paiva e Sérgio Estevam, com o apoio de pesquisadores de outras instituições como a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), a Faculdade do Espírito Santo (UNES), a Universidade de São Paulo (USP), a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), a Universidade da Córsega e a Universidade do Texas (EUA).

Roberto Paiva, também pesquisador do SGB, enfatizou a importância da colaboração: “Trata-se de uma missão pioneira, envolvendo diversas instituições e setores, unindo esforços em prol de objetivos que beneficiarão a todos”.

A parceria com a Marinha do Brasil, que disponibilizou o navio, a infraestrutura e a tripulação, foi essencial para o sucesso da jornada pelos rios da Amazônia.

Página inicial / Meio Ambiente / Sgb estuda ciclo da água em missão inédita na Amazônia