Porto Velho, cidade inserida no folclore amazônico, possui também suas próprias lendas urbanas – os ‘cabulosos’ como são conhecidos localmente. Esses causos, que misturam ficção e registros históricos, atravessam gerações e alimentam o imaginário popular.
Um dos relatos mais emblemáticos envolve o Cemitério dos Inocentes e o túmulo do major Emanoel Silvestre do Amarante, genro do Marechal Rondon. A lenda conta que, após sua morte em 1929, o major se transformou em uma enorme cobra que assombrava o cemitério em noites de lua cheia, uma manifestação de sua recusa em partir para o além. [[IMG_1]]
Outra história macabra se passa no Cemitério da Candelária, onde repousam os restos de uma mulher que tirou a própria vida por amor. Dizem que uma castanheira brotou de seu túmulo, fundindo-se ao cadáver e transformando-se na temida Mulher-Árvore. A historiadora Yêdda Borzacovi lembra que, durante a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, relatos de sussurros e correntes arrastadas eram comuns, devido às cerca de seis mil mortes registradas na obra.
A arquitetura histórica da cidade também abriga seus segredos. No prédio da UNIR, antigo hotel, vigilantes noturnos relatam lamentos e portas batendo sozinhas. Um casarão na Rua José Bonifácio é alvo de temor, com relatos de vozes que emanam de seu gradil. Histórias recentes, como a aparição de um homem que se desfazia em uma casa de shows em 2011, também contribuem para o rico bestiário local.
Com informações do Portal Amazônia.











