Operação investiga esquema de fraudes em guias médicas no IPAM de Porto Velho, com suspeita de cobranças por cirurgias inexistentes
Uma investigação apura suspeitas de que uma empresa de fonoaudiologia, contratada pela Prefeitura de Porto Velho, cobrou por procedimentos cirúrgicos complexos que nunca foram realizados e que não constavam em contrato. A Polícia Civil aponta para a participação de servidores públicos e particulares ligados ao Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Porto Velho (IPAM) no esquema.
Segundo as investigações, os envolvidos manipulavam sistemas internos e superfaturavam valores, duplicando guias médicas e autorizando pagamentos irregulares. A prática resultava em recebimentos indevidos pela empresa, causando prejuízo aos cofres públicos.
Para desarticular o esquema fraudulento, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Porto Velho e Guajará-Mirim. A Justiça também determinou o afastamento dos servidores envolvidos de suas funções e o bloqueio de seus bens, visando garantir a recuperação do dinheiro desviado.
A Prefeitura de Porto Velho foi contatada para comentar o caso, mas não se manifestou até o momento.
A operação contou com o apoio do Departamento de Combate à Corrupção (DECCO), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRO), da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE/PCRO) e de diversas delegacias.
“Servidores do Ipam são suspeitos de fraudar guias médicas para cobrar por cirurgias falsas em Porto Velho”, informou a polícia.
As autoridades continuam investigando para identificar a extensão total dos desvios e responsabilizar todos os envolvidos no esquema.
Com informações do G1










