Alta nos combustíveis preocupa consumidores! Senacon pede ao Cade que investigue aumentos, mesmo com preços da Petrobras estáveis
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) solicitou nesta terça-feira (10) ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a abertura de investigação sobre os recentes aumentos nos preços dos combustíveis em diversas regiões do país. A solicitação ocorre mesmo sem que a Petrobras, principal fornecedora nacional, tenha reajustado os valores em suas refinarias.
Sindicatos do setor já haviam reportado aumentos ou projeções de alta para gasolina e diesel, atribuindo a elevação ao preço internacional do petróleo, impulsionado pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. O Cade é o órgão federal responsável por zelar pela concorrência e prevenir práticas prejudiciais ao mercado e ao consumidor, podendo aplicar multas e recomendar ações corretivas.
A Senacon busca uma análise da situação para identificar possíveis indícios de infração à ordem econômica, considerando o aumento dos combustíveis sem alterações na política de preços da Petrobras. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina subiu de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março, enquanto o diesel aumentou de R$ 6,03 para R$ 6,08 no mesmo período.
Representantes de entidades como Sindicombustíveis-DF, Sulpetro (RS), Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN e Minaspetro (MG) informaram que os repasses às revendas já estão acontecendo ou devem ocorrer em breve. Os aumentos variam, chegando a até R$ 0,80 por litro de diesel e R$ 0,30 por litro de gasolina em alguns estados. No Rio Grande do Norte, por exemplo, a gasolina passou de R$ 2,59 para R$ 2,89 por litro, e o diesel S500 de R$ 3,32 para R$ 4,07.
A intensificação da guerra no Oriente Médio elevou o preço do petróleo acima de US$ 100 por barril, impactando a matéria-prima essencial para a produção de combustíveis. O conflito envolve países e rotas estratégicas, e o temor de restrições na oferta global contribui para a alta. Apesar disso, os preços no Brasil ainda são relativamente defasados em relação ao mercado internacional, devido à política de preços da Petrobras, que suaviza as oscilações externas.
Desde 2023, com o fim da política de paridade de importação (PPI), a Petrobras adota um modelo de preços que considera cotações internacionais, custos e mercado interno, com ajustes graduais. A empresa ressalta que o preço final dos combustíveis inclui impostos, biocombustíveis e custos de transporte, distribuição e revenda. O último ajuste da gasolina foi em janeiro de 2026, com redução de R$ 0,14 por litro, e o do diesel em 6 de maio de 2025, com redução de R$ 0,16 por litro.
Com informações do G1










