A semana da Mulher no Tribunal de Justiça de Rondônia contou na programação com o Lançamento oficial do programa Juíza Suzy Soares, nome que homenageia magistrada vítima de feminicídio, elevando seu legado como símbolo de políticas institucionais permanentes de equidade de gênero. O evento foi realizado de forma virtual na quarta-feira, dia 4, selando o compromisso do TJRO com uma gestão moderna, equitativa e alinhada às melhores práticas.
O programa nasceu como projeto de mentoria direcionado inicialmente às magistradas, com excelentes resultados na formação de lideranças femininas. Agora se expande também para as servidoras do tribunal, consolidando-se como pilar fundamental da atual administração e premiado como iniciativa inovadora no prêmio Justiça Exponencial.
“Tive a honra, como diretor da escola da magistratura, de ver o programa Suzy Soares nascer e crescer ali na Emeron. Hoje esse programa se expande e se consolida, abraçando também as servidoras do nosso tribunal de Justiça para se tornar um pilar fundamental da nossa gestão, muito necessário nesse momento e nessa semana em que comemoramos o mês da mulher”, destacou o presidente do TJRO, desembargador Alexandre Miguel.
Estruturado nos eixos “aperfeiçoamento da governança”, “qualificação dos fluxos decisórios” e “consolidação de práticas administrativas”, que garantem equidade na participação, o programa baseia-se na capacitação, mentoria e fortalecimento de competências estratégicas, além da formação de redes de apoio entre mulheres.
As mentoras, geralmente magistradas ou servidoras experientes, acompanham as participantes com compartilhamento de desafios, dicas, experiências pessoais e profissionais. Daí o convite para magistradas e servidoras se engajarem, seja como mentoras ou mentorandas, reforçando a construção de um ambiente mais humano e sábio.
O programa também busca a articulação interinstitucional, com intercâmbio de boas práticas e formação de banco robusto de talentos com magistradas e servidoras, que contará inclusive com aposentadas para atuar como mentoras. Oferece ainda espaço seguro para troca de experiências, desenvolvimento de inteligência emocional, resiliência e habilidades de liderança.
“Posso dar o meu testemunho da força do compartilhamento dessas experiências. A construção de rede de apoio é essencial para todo mundo que trabalha aqui no poder judiciário”, reforçou a desembargadora Inês Moreira, coordenadora da Mulher do TJRO, ouvidora e ouvidora da mulher.
Com referências a programas internacionais de mentoria e liderança adaptados à realidade do tribunal, o Suzy Soares, usa metodologia apoiada em trilha formativa com foco em competências como liderança, comunicação, gestão de tempo, conflitos, feedbacks. Para isso trabalha com inventário comportamental para identificação de pontos fortes e áreas de aprimoramento.
A coordenação está sob responsabilidade da presidência, com apoio técnico do grupo de incentivo à participação feminina. As inscrições para mentoradas e mentoras serão abertas em breve.
“Precisamos ocupar esses espaços e fazer do nosso tribunal, um tribunal feminino, um tribunal com um olhar de emoção e razão. E entender que se nós temos toda essa possibilidade, nos resguardando com normativas dos CNJ, normativos do Tribunal de Justiça e, acima de tudo, apoio da presidência, nós não podemos perder essa oportunidade, pois vamos deixar para as gerações futuras”, acrescentou a juíza Cláudia Mara Faleiros.
Assessoria de Comunicação Institucional
Fonte: TJRO [link original]










