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09 de março de 2026

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Seca Revela a Cor Verdadeira do Rio Madeira em Porto Velho

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Análise Especializada: Tom Amarronzado é Reflexo de Sedimentos, Enquanto Verde Reflete a Essência do Rio Rondoniense. A estiagem severa trouxe uma mudança visual marcante ao rio Madeira, trocando a habitual coloração marrom por uma tonalidade esverdeada. Esta alteração, longe de ser um fenômeno atípico, é um reflexo das características naturais do rio, mais evidente nos períodos de vazante.

O Dr. Michel Watanabe, chefe do departamento de geografia da Universidade Federal de Rondônia (Unir), esclarece que o marrom habitual está ligado aos sedimentos transportados pelo rio Madeira em momentos de maior volume de água.

Por outro lado, o verde revelado é a cor intrínseca do rio Madeira, que se torna aparente durante as secas extremas. Esta tonalidade é resultado da diminuição da carga sedimentar e da presença mais notável de microalgas.

“A variação na quantidade de água e sedimentos durante os períodos de seca e cheia é uma condição natural do rio. E a alteração na cor do rio também é uma consequência da diminuição e aumento da vazão”,
comenta o acadêmico.

Momento de Transformação Conforme explica Watanabe, a transição de cores está atrelada à redução nos níveis de água, que se dá nos meses mais secos da bacia do rio, de junho a setembro, sendo outubro um mês de transição entre as estações seca e chuvosa na Amazônia.

No entanto, a seca atípica e intensa que assola a região Norte tem alterado o cronograma usual dessa mudança cromática.

Watanabe pontua que a drástica redução da vazão e a consequente mudança de coloração trazem consigo um conjunto de variáveis que podem repercutir no ecossistema.

“O crescimento excessivo de algas, a redução dos níveis de oxigênio, a alteração na temperatura da água, entre outros fatores, podem se tornar prejudiciais para algumas espécies aquáticas”,
destaca.

A expectativa é de que a coloração mais escura e turva retorne com a elevação dos níveis da bacia, fenômeno geralmente observado no período chuvoso, previsto para iniciar entre os meses de outubro e novembro, conforme elucidado pelo professor e doutor.

 

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