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17 de fevereiro de 2026

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Seca no Amapá: pescadores de Tartarugalzinho enfrentam dificuldades

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A seca que atinge Tartarugalzinho, no Amapá, tem causado sérios problemas para cerca de 800 pescadores da região dos Lagos. A colônia de pescadores local relata que a produção de peixe está tão baixa que muitos conseguem pescar apenas o suficiente para o consumo próprio.

Essa é a terceira vez consecutiva que o município enfrenta a estiagem e o aumento das queimadas. Imagens recentes mostram o principal rio da região praticamente seco, com trechos transformados em lama.

Em 27 de outubro, a prefeitura de Tartarugalzinho decretou situação de emergência, buscando apoio dos governos estadual e federal para aliviar os impactos da crise. A medida visa obter recursos financeiros e estrutura para atender pescadores, agricultores familiares e produtores rurais, que são os mais prejudicados.

De acordo com Ana Paula Pantoja Foro, presidente da colônia de pescadores, as comunidades de Logo Novo, Aporema e Terra Firme são as mais afetadas. “A situação está muito difícil. Os pescadores vendem pouco peixe e não conseguem sustentar suas famílias. Eles vivem disso. Sem venda, não há renda. Estão pescando só para consumo”, disse.

Normalmente, cada pescador chega a ganhar cerca de R$ 1.400 por mês. Com a seca, o prejuízo já ultrapassa R$ 1 milhão. A falta de peixe também impacta os atravessadores, que dependem da produção local para revender o produto em outras regiões do estado.

A colônia de pescadores está mapeando as áreas mais atingidas para direcionar recursos, com o apoio da Defesa Civil municipal. A prefeitura criou uma força-tarefa com a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a Vigiágua para lidar com a crise.

“Mais um ano difícil. Já é o terceiro seguido de seca. Muitos poços estão secos e as comunidades pedem socorro”, afirmou o prefeito Bruno Mineiro. A prefeitura, em parceria com a Codevasf, já abriu poços artesianos e planeja abrir mais para atender as áreas mais afetadas. Técnicos também estão avaliando a qualidade da água na cidade.

A situação também gera preocupação com a escassez de água potável e o possível isolamento das comunidades ribeirinhas.

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