Cidades do Amazonas enfrentam uma seca fora de época, um fenômeno incomum considerando que este é o período que deveria ser marcado pela cheia dos rios. A situação já causa transtornos em comunidades da região do Alto Solimões e compromete o transporte fluvial em portos importantes.
Em Tabatinga, a 1.100 km de Manaus, navios não conseguem atracar no porto, precisando parar em áreas mais profundas. Moradores e comerciantes relatam dificuldades no acesso ao porto, dependendo de pontes que normalmente estariam submersas. “Para o viajante, para comprar o cimento, alguma coisa para carregar no porto é longe”, diz o professor Izaque Silva.
A situação se repete em Coari, a 360 km da capital, onde a área portuária está seca. “Está secando aqui pra baixo do cais, bem perto da bóia”, relata o ajudante Daniel Silva. A Associação dos Taxistas Fluviais de Tabatinga alerta para os riscos de embarcações ficarem encalhadas

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Especialistas atribuem a seca atípica a temperaturas acima da média e à baixa umidade, que dificultam a formação de chuvas nas cabeceiras dos rios. Jussara Cury, do Serviço Geológico do Brasil (SGB), explica: “O acumulado indica chuvas muito abaixo do normal em dezembro, o que manteve a recessão no Alto Solimões, que agora já ocorre também no Médio Solimões”.
A falta de chuvas também impacta Manaus, com o Rio Negro apresentando uma elevação diária menor do que o esperado para esta época do ano. A previsão é de que as chuvas cheguem nos próximos dias, aliviando a situação para quem depende dos rios.
Com informações do Portal Amazônia.








