Presidente do Simero apoia posição do CRM-DF contra a estratégia de lockdown

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Presidente do Simero apoia posição do CRM-DF contra a estratégia de lockdown

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flavia lenzi

Entrevistada pela reportagem do Madeirão nesta terça-feira, a presidente do Sindicato dos Médicos de Rondônia, Flávia Lenzi, mostrou-se a favor do posicionamento do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) com relação ao lockdown.

Confira aqui a nota oficial publicada ontem pelo CRM-DF criticando a estratégia do lockdown como enfrentamento da Covid19.

“O lockdown, o fechamento total, realmente não tem muito nexo”, afirmou Flávia Lenzi.

Para a médica, as recentes reportagens que mostraram que o isolamento feito em escala global para conter o coronavírus poderão causa mais mortes do que a própria doença, é realidade. “No futuro isso vai ser provado. As pessoas precisam comer. Tem gente que trabalha de dia para comer de noite, nós sabemos disso”, alerta.

A estratégia de fechar o comércio, as empresas, de acordo com a médica, se mostram ineficazes e perigosos. “Nós não podemos impedir essas pessoas de trabalhar”. Indignada, Flávia Lenzi lembra uma reportagem recente que mostrava um dono de uma sorveteria sendo preso e humilhado porque estava com a loja aberta. “Quantas pessoas poderiam haver dentro da sorveteria? No entanto, vemos festas ocorrendo durante o lockdown, nas casas, com música ao vivo”, critica. A médica questiona a falta de controle sobre esses ambientes completamente descontrolados: “É muito mais fácil pegar covid dentro de um ambiente assim, em que haja uma pessoa contaminada do que dentro de uma loja, com distanciamento social, com máscaras, com álcool gel, etc”.

Resultado de recente avaliação da Secretaria de Saúde do Estado de Rondônia comprova os argumentos da Dra Flávia Lenzi, ao mostrar que está crescendo o número de pessoas contaminadas da mesma família, morando sobre o mesmo teto.

“O fechamento total, eu não sou a favor. Acho que as pessoas contaminadas devem ficar isoladas em casa, quem tem contato com elas têm que tomar todas as precauções ao sair, e as cidades não precisam parar”, considera, acrescentando que o impacto na economia do isolamento social já se mostrou muito sério e de difícil equacionamento. “Não há governo que aguente manter uma sociedade fechada. O auxílio emergencial, daqui a pouco, vai ter que ser extendido a muito mais pessoas que no início”, explica, considerando que a pobreza e a vulnerabilidade social tenderá a crescer com a utilização do lockdown como ferramenta de enfrentamento à Covid19.