Após recentes eventos na Venezuela, o Ministério da Saúde enviou uma equipe da Força Nacional do SUS (FNSUS) para Roraima, estado fronteiriço, com o objetivo de avaliar a infraestrutura de saúde, disponibilidade de profissionais, vacinas e outros insumos.
A medida faz parte de um plano de contingência para responder a um possível agravamento da crise e ao aumento do fluxo de migrantes. Até o momento, o fluxo migratório na região permanece estável.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a equipe está identificando estruturas hospitalares e avaliando a necessidade de ampliação, incluindo a possibilidade de montagem de hospitais de campanha. “Se preciso, montaremos hospitais de campanha ou expandiremos as estruturas existentes para reduzir os impactos no sistema público brasileiro”, afirmou o ministro.
O Ministério da Saúde também está em contato com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) para oferecer ajuda humanitária, especialmente após a destruição de um importante centro de distribuição em La Guaira, na Venezuela. A pasta se prepara para fornecer medicamentos e insumos para diálise.
A Operação Acolhida, que apoia migrantes e refugiados venezuelanos, foi integralmente assumida pelo MS em 2025, após a suspensão do financiamento internacional. Atualmente, o Projeto Saúde nas Fronteiras conta com 40 profissionais que oferecem assistência em abrigos em Pacaraima e Boa Vista, tendo realizado mais de 5 mil atendimentos entre setembro e novembro de 2025 e aplicado cerca de 500 mil doses de vacinas.

Em caso de emergência, o MS pode triplicar a capacidade de atendimento.
O Ministério da Saúde reitera o compromisso do SUS em garantir assistência médica integral a todos, independentemente de sua nacionalidade ou status migratório.
Com informações do Portal Amazônia.










