O Ministério da Saúde, por meio do Distrito Sanitário Especial Indígena do Médio Rio Solimões e Afluentes (DSEI-MRSA), e o Instituto Mamirauá uniram forças para fortalecer a saúde indígena na calha do Médio Solimões. A parceria, formalizada através do Acordo de Cooperação Técnica nº 06/2025, terá duração de quatro anos e visa aprimorar ações de saúde, saneamento e bem-estar socioambiental em 219 aldeias, impactando cerca de 23 mil indígenas.
O Instituto Mamirauá, reconhecido por sua expertise científica e socioambiental na região, fornecerá suporte ao DSEI-MRSA em áreas como saneamento básico, mudanças climáticas, manejo ambiental, vigilância de doenças e educação em saúde. A cooperação também contemplará apoio às parteiras tradicionais, saúde mental indígena, protagonismo juvenil e prevenção de doenças como a hanseníase.

“As ações entre o DSEI e o Instituto Mamirauá sempre foram no âmbito de projetos e hoje, com a assinatura desse termo, estamos consolidando essa parceria institucional. Estamos muito felizes e esperamos que o conhecimento técnico-científico do Instituto Mamirauá e o que a gente vai gerar conjuntamente auxilie, de fato, o desenvolvimento social, a melhoria da saúde e a melhoria da qualidade de vida dos povos aqui da região”, afirmou João Valsecchi, diretor do Instituto Mamirauá.
A coordenadora do DSEI-MRSA, Ércília Vieira, da etnia Tikuna, destacou a importância da formalização da parceria para aprimorar a pesquisa e a atuação em saúde indígena. “Esse termo formaliza várias frentes de pesquisa e atuação, o que é de extrema importância, já que há situações que são desconhecidas para nós. Então poder pesquisar e desvendar a saúde indígena também é uma oportunidade de descoberta para nós”, declarou.
O acordo prevê o compartilhamento de recursos e expertise, sem transferência de recursos financeiros entre as instituições. As atividades serão coordenadas por um plano de trabalho conjunto, com cada órgão responsável por seus próprios custos.
Com informações do Portal Amazônia.










