A colheita do guaraná, planta típica da Amazônia, já começou e promete uma safra animadora para os produtores do Amazonas. Diferentemente de outros anos, as condições climáticas foram benéficas, sem secas prolongadas ou chuvas excessivas durante o período crítico de floração em setembro.
De acordo com o pesquisador André Atroch, da Embrapa Amazônia Ocidental, a produção atual deve aumentar entre 20% e 30% em comparação com 2024. Algumas empresas do setor, inclusive, preveem um crescimento ainda maior, chegando a 50%.
“Os produtores estão colhendo muito mais guaraná do que no ano passado. As plantas estão carregadas de frutos”, destacou Atroch. A produção anual do estado, que varia entre 600 e 700 toneladas de guaraná em rama (semente seca), pode alcançar entre 700 e 800 toneladas em 2025.
O bom tempo foi fundamental para o sucesso da safra. Apesar de alguns dias de calor intenso, considerados os mais quentes das últimas duas décadas, o clima geral foi propício ao desenvolvimento da planta. “Para o guaraná, o tempo foi normal. O calor extremo não chegou a comprometer a produção”, explicou o pesquisador.
Apesar da expectativa positiva, há uma preocupação com as chuvas de novembro, que podem causar a queda de frutos maduros ou o apodrecimento de cachos ainda na planta. No entanto, a perspectiva é que 2025 seja um ano de recuperação e crescimento para a cultura do guaraná no Amazonas.
A Embrapa Amazônia Ocidental investe em pesquisas para o melhoramento genético, conservação de variedades e aumento da produtividade do guaraná, visando fortalecer a cultura tradicional e ampliar seu valor econômico e social na região.
(Com informações da Embrapa)








