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07 de janeiro de 2026

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Rússia envia submarino para proteger petroleiro alvo dos EUA perto da Venezuela

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Em escalada no Caribe, Rússia desloca submarino para escoltar navio que EUA tentou apreender a caminho da Venezuela

A Rússia deslocou um submarino e outras embarcações navais para escoltar o petroleiro Bella 1, que está sendo monitorado pelos Estados Unidos enquanto se dirige à Venezuela. A informação foi divulgada pelo Wall Street Journal nesta terça-feira (6), citando uma autoridade americana.

Forças dos EUA acompanham o navio, identificado como Bella 1 por entidades marítimas, há cerca de duas semanas. A embarcação é alvo de sanções e já teve uma tentativa de apreensão no domingo, sendo o terceiro navio que os Estados Unidos tentam interceptar.

Na semana passada, o Kremlin pediu aos EUA que interrompessem a perseguição ao petroleiro. O pedido diplomático foi feito na quarta-feira (31). Até o momento, a Casa Branca, o Departamento de Estado dos EUA e o governo russo não comentaram oficialmente o caso.

De acordo com o New York Times, o Bella 1 partiu do Irã com destino à Venezuela para carregar petróleo e foi interceptado por forças norte-americanas no Mar do Caribe. Os EUA alegam que o navio operava sem uma bandeira nacional válida, o que permitiria uma abordagem com base no direito internacional. Após a interceptação, a tripulação do Bella 1 se recusou a cumprir as ordens dos EUA, mudou a rota e fugiu em direção ao Oceano Atlântico.

O navio tentou obter proteção da Rússia pintando uma bandeira no casco e informando por rádio à Guarda Costeira dos EUA que navegava sob autoridade russa. Recentemente, o Bella 1 foi registrado na Rússia com o novo nome Marinera, tendo Sochi, cidade russa no mar Negro, como porto de origem.

Paralelamente, os EUA impuseram sanções a quatro empresas do setor de petróleo venezuelano e a petroleiros associados, intensificando a pressão sobre o presidente Nicolás Maduro. A Casa Branca determinou que as Forças Armadas dos EUA concentrem esforços em um bloqueio ao petróleo venezuelano nos próximos dois meses, priorizando a pressão econômica em vez da militar. Segundo um funcionário norte-americano, Donald Trump tem pressionado Maduro a deixar o país, afirmando publicamente que seria “inteligente” fazê-lo.

Em dezembro, a Guarda Costeira dos EUA interceptou dois petroleiros no Caribe carregados com petróleo venezuelano. Autoridades norte-americanas aguardam reforços para tentar apreender o Bella 1. Os EUA mantêm uma grande presença militar no Caribe, com mais de 15 mil soldados, incluindo um porta-aviões e outros 11 navios de guerra, justificando que os meios são usados para reforçar as sanções econômicas.

Com informações do G1

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