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Rússia defende que Venezuela defina futuro sem interferência externa

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Rússia critica ataque dos EUA à Venezuela e defende o direito do país de decidir seu próprio destino. Reunião de emergência na ONU

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou, nesta terça-feira (6), que acolheu “com satisfação” a nomeação de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela e que os venezuelanos devem determinar seu próprio destino sem interferência externa.

Em comunicado oficial, o governo russo declarou que a posse de Delcy ajuda a garantir a paz e a estabilidade diante de “ameaças neocoloniais flagrantes e agressão armada estrangeira”. “Insistimos firmemente que a Venezuela deve ter garantido o direito de determinar seu próprio destino sem qualquer interferência externa destrutiva. Saudamos os esforços empreendidos pelas autoridades oficiais deste país para proteger a soberania do Estado e os interesses nacionais. Reafirmamos a inabalável solidariedade da Rússia com o povo e o governo venezuelanos”, diz o texto.

Moscou também se comprometeu a continuar fornecendo o “apoio necessário” à Venezuela, reforçando declarações anteriores de apoio a Nicolás Maduro. Na ONU, a Rússia criticou o que chamou de “hipocrisia e cinismo” dos EUA durante a reunião de emergência do Conselho de Segurança sobre o ataque à Venezuela.

O embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, pediu a libertação imediata de Maduro e acusou os EUA de serem “hipócritas e cínicos”, afirmando que a Casa Branca nem escondeu o teor de sua “operação criminosa para tomar os recursos energéticos”. Disse também que a ONU não pode aceitar a postura do governo norte-americano. A China também criticou a ação, classificando-a como “bullying”.

A Venezuela, por sua vez, pediu ao Conselho de Segurança da ONU que garanta que o governo Trump não se apodere de seus recursos naturais. O embaixador venezuelano, Samuel Moncada, afirmou que o ataque dos EUA “manda a mensagem que seguir a lei é opcional” e solicitou medidas como a exigência do respeito aos direitos de Maduro e Cilia Flores, a condenação do uso da força e a reafirmação do princípio de não aquisição de território ou recursos.

Os EUA se defenderam, chamando Maduro de “fugitivo da Justiça” e justificando a ação como uma “operação para o cumprimento da lei”. O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, defendeu o ataque e afirmou que Maduro era “um narcotraficante” e “um presidente ilegítimo”.

A reunião do Conselho de Segurança foi convocada pela Colômbia após os Estados Unidos atacarem Caracas na madrugada do sábado (3), capturando Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Ambos se declararam inocentes em audiência em Nova York nesta segunda-feira (5).

Com informações do G1

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