Crise no Irã: Rússia condena a ação dos EUA e alerta para um cenário catastrófico no Oriente Médio
A Rússia condenou nesta terça-feira (13) o que descreveu como “interferência externa subversiva” dos Estados Unidos na política interna do Irã, alertando que novos ataques ao país podem ter “consequências desastrosas” para a região e para a segurança global.
O Ministério das Relações Exteriores russo classificou como “categoricamente inaceitáveis” as ameaças de novos ataques militares dos EUA, lembrando o ataque americano às instalações nucleares iranianas em junho de 2025. “Aqueles que planejam usar distúrbios instigados externamente como pretexto para repetir a agressão contra o Irã cometida em junho de 2025 devem estar cientes das consequências desastrosas de tais ações para a situação no Oriente Médio e para a segurança internacional global”, afirmou o comunicado.
A reação russa ocorre em meio à escalada de tensões entre os EUA e o Irã, com o presidente Donald Trump apoiando abertamente os protestos contra o regime iraniano. Em mensagem direta aos manifestantes, Trump pediu que “continuem protestando” e prometeu que “a ajuda está a caminho”. Foi a primeira vez que o presidente norte-americano se manifestou diretamente aos manifestantes, após ameaçar intervir no país caso a repressão aos protestos continuasse violenta.
Segundo uma fonte do governo iraniano citada pela Reuters, cerca de 2.000 pessoas já morreram nos protestos, que inicialmente eram sobre a crise econômica, mas evoluíram para pedidos de queda do regime dos aiatolás, no poder desde 1979. Moradores relatam que forças de segurança estão atirando diretamente contra os manifestantes.
A Alemanha também se manifestou sobre a situação, com o chanceler Friedrich Merz afirmando que o regime iraniano está em seus “últimos dias e semanas”. “Presumo que agora estejamos testemunhando os últimos dias e semanas desse regime”, declarou Merz, destacando a perda de confiança da população no governo. Ele também ressaltou que a Alemanha está em contato próximo com os EUA e outros países europeus sobre a crise.
Apesar das críticas à repressão, Merz não comentou sobre os laços comerciais da Alemanha com o Irã, que vêm diminuindo. As exportações alemãs para o Irã caíram 25% nos primeiros 11 meses do ano, representando menos de 0,1% do total das exportações alemãs. Trump já anunciou que países que fizerem negócios com o Irã enfrentarão uma tarifa de 25% sobre o comércio com os EUA. “Qualquer país que fizer negócios com o Irã enfrentará uma tarifa de 25% sobre o comércio com os EUA”, disse Trump.
A situação no Irã permanece tensa e imprevisível, com o risco de uma escalada militar aumentando à medida que as tensões entre os EUA e o Irã se intensificam.
Com informações do G1










