A Rússia acusou os Estados Unidos de escalar tensões ao apreender um petroleiro no Atlântico Norte, alertando para um agravamento das relações bilaterais
A Rússia acusou os Estados Unidos de incitar “tensões militares e políticas” após a apreensão de um petroleiro com bandeira russa no Oceano Atlântico Norte. A ação faz parte do bloqueio de Washington às exportações de petróleo venezuelano.
O Ministério das Relações Exteriores russo afirmou em comunicado que é “lamentável e alarmante que Washington esteja disposto a provocar graves crises internacionais”. A pasta também expressou preocupação com a possibilidade de a apreensão deteriorar ainda mais as “relações russo-americanas extremamente tensas”, já abaladas por diversos desacordos nos últimos anos.
Moscou classificou a apreensão, com a colaboração do Reino Unido, como “perigosa e irresponsável”. A divergência central reside na identificação e legalidade da operação. A Rússia se refere ao navio como Marinera, alegando ter recebido autorização provisória para navegar sob bandeira russa em 24 de dezembro. Já os EUA o identificam como Bella 1, sem bandeira válida, parte de uma frota venezuelana usada para contornar sanções americanas.
O Ministério das Relações Exteriores russo rejeitou as acusações de navegação sob bandeira falsa, garantindo que forneceu “informações confiáveis” sobre a propriedade russa do navio e seu status. O ministério também enfatizou que o direito internacional concede aos navios em alto-mar a jurisdição exclusiva do Estado da bandeira. “A detenção e a revista de um navio em alto-mar só são possíveis com base em uma lista fechada de motivos, como a pirataria ou o tráfico de escravos, que evidentemente não se aplicam ao Marinera”, declarou o ministério.
A ação americana, realizada com apoio britânico, ocorreu entre a Islândia e a Escócia, após acompanhamento do petroleiro desde 21 de dezembro. Os tanques do navio estavam vazios no momento da interceptação. A Rússia argumenta que, em todos os casos que não se enquadram nos motivos específicos previstos pelo direito internacional, a detenção só é permitida com o consentimento do Estado da bandeira – neste caso, a Rússia.
“É lamentável e alarmante que Washington esteja disposto a provocar graves crises internacionais”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado. A chancelaria afirmou que a apreensão desse petroleiro pelos Estados Unidos e a cumplicidade de Londres foram “perigosas e irresponsáveis”.
Com informações do G1










