Em meio à disputa pela Groenlândia, Rússia critica reforço militar da Otan na região do Ártico e acusa aliança de ampliar presença sob pretextos falsos
A Rússia expressou séria preocupação com o envio de tropas da Otan para a Groenlândia, anunciado por diversos países-membros da aliança militar com o objetivo de defender a ilha de possíveis ameaças de anexação por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Dinamarca e Groenlândia já haviam anunciado o aumento da presença militar na ilha e no Ártico, em coordenação com outros membros da Otan. Os primeiros soldados dinamarqueses chegaram à Groenlândia na madrugada desta quinta-feira (15). A Rússia, por meio de sua embaixada na Bélgica, onde fica a sede da Otan, criticou a ação, afirmando que a aliança está “ampliando sua presença militar ali sob o falso pretexto de uma ameaça crescente por parte de Moscou e Pequim”.
Donald Trump reiterou seu interesse na Groenlândia, afirmando que os EUA precisam do território e questionando a capacidade da Dinamarca de protegê-lo. Apesar disso, ele declarou que “algo vai dar certo” em relação ao futuro da ilha. O governo dinamarquês, por sua vez, confirmou que as divergências com Trump sobre a Groenlândia persistem, mesmo após reuniões com representantes do governo americano em Washington D.C. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Fredericksen, afirmou que a ambição de Trump em adquirir a ilha “permanecem intactas”.
Alemanha, França, Suécia e Noruega anunciaram o envio de tropas para a Groenlândia. A Alemanha deslocará militares de reconhecimento, a pedido da Dinamarca, para avaliar possíveis contribuições militares e reforçar a segurança na região. Já a França participará de exercícios militares conjuntos, sob a operação “Resistência Ártica”. A Dinamarca reforçou a presença militar na ilha em colaboração com seus aliados da Otan.
Trump tem defendido repetidamente que a Groenlândia é vital para a segurança dos EUA e que o país precisa controlar o território para evitar uma ocupação por Rússia ou China. A Casa Branca não descarta uma ação militar. Após reuniões em Washington, um alto representante dinamarquês afirmou que permanece um “desacordo fundamental” com Trump sobre o futuro da Groenlândia, embora haja um acordo para criar um grupo de trabalho para discutir as preocupações de segurança dos EUA. A ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, manifestou interesse em fortalecer a cooperação com os EUA, mas deixou claro que o território não deseja ser controlado por Washington.
Em outras notícias, o governo Trump congelou a emissão de vistos de imigrantes para cidadãos do Brasil e de mais 74 países. Além disso, os EUA anunciaram a segunda fase do plano para Gaza, que prevê a desmilitarização completa do território. O regime iraniano, por sua vez, ordenou julgamentos sumários e execuções públicas para reprimir protestos.
Com informações do G1










