O governo de Roraima, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), firmou uma parceria inédita com a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) para implementar um projeto de turismo de base comunitária na comunidade indígena refugiada Warao a Janoko, em Cantá. A iniciativa busca gerar renda e valorizar a cultura local, inserindo a comunidade no mapa turístico do estado.
A cooperação envolve também a Universidade Estadual de Roraima (UERR), a Prefeitura de Cantá e o Centro de Apoio aos Municípios (CAM) da Assembleia Legislativa. O projeto visa capacitar os moradores para receber visitantes, oferecendo experiências autênticas e sustentáveis, alinhadas com o Plano Estadual de Turismo 2030.
Desde 2022, a Acnur acompanha a comunidade Warao a Janoko, que se estabeleceu em Cantá em 2021. Os indígenas já se destacam pela produção e venda de artesanato tradicional, demonstrando interesse em desenvolver o turismo como fonte de renda. A agência acredita que a experiência pode servir de modelo para outras comunidades indígenas refugiadas.
A expectativa é que a comunidade Warao a Janoko se torne um novo ponto de parada em roteiros turísticos que já incluem a Serra Grande, Cantá e Buritizal Grosso. O diretor do Departamento de Turismo, Bruno Muniz de Brito, destacou: “O intuito do projeto é oferecer a essa comunidade um protagonismo que já vem sendo trabalhado pelas demais comunidades indígenas aqui do Estado de Roraima”.
As capacitações, que ocorrerão em março, abordarão temas como preparação, sustentabilidade e autonomia comunitária, permitindo que os moradores construam seu próprio modelo de turismo, compartilhando suas vivências e tradições.

Com informações do Portal Amazônia.









