Roraima guarda um rico patrimônio arqueológico, com vestígios que contam a história de milhares de anos de ocupação humana na região Amazônica. Atualmente, o estado possui 491 sítios arqueológicos registrados no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e cadastrados no Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão (SICG).
De acordo com o doutor em geografia Deivison Molinari, os sítios arqueológicos são locais que apresentam evidências de ocupação humana anterior ao período colonial, como cemitérios, sepulturas, cerâmicas e artefatos que revelam o modo de vida dos povos antigos. A legislação que protege esses bens é a Lei Federal nº 3.924, de 1961.
Conheça três desses locais:
Sítio Arara Vermelha, também conhecido como Pedra do Sol, em São Luiz do Anauá, possui cerca de 9.400 anos e é um dos mais antigos de Roraima. Descoberto pela USP, o sítio se destaca pelas evidências de granito lascado manuseado por povos indígenas pré-coloniais, além de apresentar 132 m² de rochas gravadas com cerca de 17 hectares de gravuras rupestres.

“As pinturas, que são chamadas de gravuras rupestres, eram feitas em uma rocha do tipo sedimentar, conhecido como arenito. Então as pedras possuem vários riscos e desenhos, tanto zoomorfos, formas de animais, quanto antropomorfos, desenhos de pessoas”, explica Molinari.
Outro importante sítio é a Pedra Pintada, localizado na Terra Indígena São Marcos, em Pacaraima, com cerca de 4.000 anos. Considerado sagrado pelos povos indígenas, o local possui pinturas rupestres em um grande bloco de granito, com formas geométricas desenhadas a mais de 10 metros do solo. Escavações na década de 1980 revelaram fragmentos cerâmicos, artefatos líticos e vestígios de alimentação.

Por fim, as Ruínas do Forte São Joaquim do Rio Branco, em Bonfim, construído em 1775 para evitar invasões, representam a ocupação portuguesa no norte do Brasil. O forte deu origem aos primeiros aldeamentos que resultariam na atual Boa Vista, mas atualmente encontra-se em ruínas, com vestígios saqueados e a área tomada pela vegetação, estando fechado para visitação.

Com informações do Portal Amazônia.












