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06 de fevereiro de 2026

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Roraima: Descobrindo a história em três sítios arqueológicos

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Roraima guarda um rico patrimônio arqueológico, com vestígios que contam a história de milhares de anos de ocupação humana na região Amazônica. Atualmente, o estado possui 491 sítios arqueológicos registrados no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e cadastrados no Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão (SICG).

De acordo com o doutor em geografia Deivison Molinari, os sítios arqueológicos são locais que apresentam evidências de ocupação humana anterior ao período colonial, como cemitérios, sepulturas, cerâmicas e artefatos que revelam o modo de vida dos povos antigos. A legislação que protege esses bens é a Lei Federal nº 3.924, de 1961.

Conheça três desses locais:

Sítio Arara Vermelha, também conhecido como Pedra do Sol, em São Luiz do Anauá, possui cerca de 9.400 anos e é um dos mais antigos de Roraima. Descoberto pela USP, o sítio se destaca pelas evidências de granito lascado manuseado por povos indígenas pré-coloniais, além de apresentar 132 m² de rochas gravadas com cerca de 17 hectares de gravuras rupestres.

Sitio arqueológico Arara Vermelho
Sítio arqueológico Arara Vermelho. Foto: Marta Sara Cavallini

“As pinturas, que são chamadas de gravuras rupestres, eram feitas em uma rocha do tipo sedimentar, conhecido como arenito. Então as pedras possuem vários riscos e desenhos, tanto zoomorfos, formas de animais, quanto antropomorfos, desenhos de pessoas”, explica Molinari.

Outro importante sítio é a Pedra Pintada, localizado na Terra Indígena São Marcos, em Pacaraima, com cerca de 4.000 anos. Considerado sagrado pelos povos indígenas, o local possui pinturas rupestres em um grande bloco de granito, com formas geométricas desenhadas a mais de 10 metros do solo. Escavações na década de 1980 revelaram fragmentos cerâmicos, artefatos líticos e vestígios de alimentação.

Sítio arqueológico da Pedra Pintada. Foto: Reprodução/Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

Por fim, as Ruínas do Forte São Joaquim do Rio Branco, em Bonfim, construído em 1775 para evitar invasões, representam a ocupação portuguesa no norte do Brasil. O forte deu origem aos primeiros aldeamentos que resultariam na atual Boa Vista, mas atualmente encontra-se em ruínas, com vestígios saqueados e a área tomada pela vegetação, estando fechado para visitação.

Forte São Joaquim do Rio Branco vista de cima. Foto: Divulgação

Com informações do Portal Amazônia.

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