Número de transplantes cai 96% durante a pandemia da Covid-19 em Rondônia

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Número de transplantes cai 96% durante a pandemia da Covid-19 em Rondônia

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Número de transplantes cai 96% durante a pandemia da Covid-19 em Rondônia

Dia 27 de setembro foi celebrado o dia nacional do doador de órgãos. Conforme a Central Estadual de Transplantes (CT), 368 pacientes aguardavam por um órgão em Rondônia. Doação de órgãos
Ilustração/Farma Conde
A pandemia de Covid-19 deixou ainda mais longa a espera de pessoas que aguardam por transplantes de órgãos em todo Brasil. Em Rondônia, até sexta-feira (24), 368 pacientes aguardavam por um órgão, conforme a Central Estadual de Transplantes (CT).
Com o avanço da pandemia, houve um aumento na cautela para realizar a busca por potenciais doadores, devido a lotação de UTI’s, falta de kits para a testagem do vírus em todos os pacientes internados, além da demora na divulgação das orientações técnicas do Sistema Nacional de Transplante.
Esses fatores impactaram diretamente na captação e transplante de órgãos no estado. De acordo com a Central de Transplantes, em 2019, foram realizadas 24 cirurgias de captação, o que marcou o ano como o melhor ano da doação de órgãos em Rondônia. Em 2020, o serviço teve uma queda de 70%.
Em relação aos transplantes, a queda foi ainda maior, com 96% a menos de cirurgias realizadas. Conforme a CT, 2021 está sendo um ano de reestruturação do serviço, visto que já foi superado o número de doadores efetivos de 2020.
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Transplante em Rondônia
Rondônia tem uma unidade transplantadora: o Hospital de Base, em Porto Velho. Na unidade são feitas apenas as cirurgias de transplante de córnea e rins. O estado é capacitado para fazer a captação somente de rim, fígado e córneas.
Hospital de Base, em Porto Velho
Diêgo Holanda/G1
Atualmente, 89 pacientes aguardam em fila por rim e 279 por uma córnea. Além disso, existem rondonienses em fila por transplante de coração, pulmão e fígado, cirurgias que não acontecem no estado, mas que através do trabalho da equipe de serviço social da Central de Transplantes, eles são transferidos para outros estados para aguardar pelo seu transplante.
Conscientizar a população
Em parceria com a Central de Transplantes, estudantes de enfermagem e medicina da Universidade Federal de Rondônia (Unir), em Porto Velho, participam da Liga Acadêmica de Doação e Transplante de Órgãos e Tecidos (Ladot), que promove ações para conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos.
Além das ações de palestras, simpósios e panfletagens, a Liga também produz conteúdos criativos e informativos nas suas redes sociais. São postagens com dicas de filmes, documentários e séries com temáticas a respeito do transplante, além de esclarecimento de dúvidas e depoimentos de transplantados.
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Tipos de doadores
Segundo o Ministério da Saúde, existem dois tipos de doadores:
O primeiro é o doador vivo, que pode ser qualquer pessoa que concorde com a doação, contanto que este procedimento seja seguro. Um doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão.
O segundo é o doador falecido. A maior parte dos transplantes é feita com doadores falecidos, em pacientes que tiveram morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Autorização da família
Ainda segundo o Ministério da Saúde, a doação de órgãos só é feita no Brasil após a autorização familiar e os órgãos são enviados para pacientes que esperam em uma lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
A pasta ressaltou em um comunicado que a “conversa” é importante e recomendou que se converse sobre a doação ainda em vida. Destacou ainda que mesmo que o doador registre oficialmente sua vontade, ela apenas será validada – sem a autorização familiar – em caso de decisão judicial.
*Estagiária, sob supervisão de Thaís Nauara.
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