Moradores relatam o medo de uma nova enchente

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Moradores relatam o medo de uma nova enchente

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No período chuvoso dos primeiros meses do ano é comum o Rio Madeira ultrapassar a média. Na manhã desta segunda-feira (22) o Rio atingiu 15,54 metros em Porto Velho deixando famílias que moram próximas a igarapés em alerta caso aconteça uma nova enchente.

No último dia 17 de fevereiro o gerente da Defesa Civil Rogério Felix, afirmou que o nível do rio pode alcançar os 17 metros entre os meses de março e abril. Em março de 2014 o Rio Madeira em Porto Velho, atingiu a marca recorde de 19,74 metros, nível que provocou a enchente.

Segundo Maria da Conceição, moradora do bairro Milagres a tensão para uma nova enchente é recorrente nesse período. “A gente tem medo porque o igarapé passa aqui do lado. Quando a água vem ela bate em cima do muro e aí todos tem que sair daqui e a gente não em para onde ir”, disse.

Ela conta que a Defesa Civil ainda não passou no local. “Ainda não comunicaram ninguém. Estamos torcendo para que não encha mais”, ressaltou Maria.

Ana Maria é outra moradora do bairro Milagres, afirmou ao Diário da Amazônia que também não recebeu a visita da Defesa Civil. “A água está subindo e a Defesa Civil ainda não apareceu. Essa água já esteve mais alta, mas ainda estamos em fevereiro ainda vai chover muito”, disse.

Edite Matos moradora do bairro Nacional explica que nesse período é comum água atingir o quintal e que neste ano a Defesa Civil ainda não passou, como nos anteriores.

“Há dois anos atrás nesse mesmo período a chuva começou em uma noite, a água estava baixa, quando abrimos a porta a água já estava beirando. Começamos a suspender os móveis, mas não deu tempo, perdi hack e guarda-roupa. É muito rápido quando começa mesmo não dá tempo, eu passei por isso. Por isso fico atenta as notícias monitorando para que não aconteça”, disse.

A equipe do Diário da Amazônia solicitou informações da Defesa Civil sobre quais medidas estão sendo adotadas caso aconteça uma nova enchente na Capital.  Até o fechamento desta matéria o jornal não obteve resposta.

Fonte: Diário da Amazônia