Acadêmicos de enfermagem da Unir não conseguem trabalhar como voluntários de vacinação

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Acadêmicos de enfermagem da Unir não conseguem trabalhar como voluntários de vacinação

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Os acadêmicos da Universidade Federal de Rondônia (Unir) do curso de enfermagem denunciam a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) por não cumprir o acordo de vacinação contra a Covid para trabalharem como voluntários.

De acordo com os alunos depois que a Universidade lançou uma normativa determinando que os acadêmicos e professores só poderiam voltar a frequentar as aulas presenciais e campos práticos quando 75% estivesse vacinados, foi solicitado as doses da Semusa e acordado com a Secretaria o trabalho voluntário de 40 horas.

Segundo uma acadêmica do curso de enfermagem do 4° período que prefere não se identificar conta que o acordo foi desfeito pela Secretaria depois do trabalho realizado pelos alunos. 

“Acontece que o acordo com desfeito e os alunos já tinham pago até o seguro de vida. Porque para a gente ir para o estágio a gente precisa do seguro de vida. Da minha turma cada aluno desembolsou o valor e duas semanas atrás o acordo foi desfeito e ficamos a mercê. Na sexta-feira (18), foi lançado um informativo divulgando que todos os alunos de medicina inclusive do primeiro período que não estão em campo prático iriam receber essa vacina”, disse.

Liberado

“O que estamos reivindicando da Semusa é porque foi liberado a vacina para alunos do primeiro período de medicina e para acadêmicos de outros cursos e para enfermagem não foi liberado essa vacina. Sendo que nós poderíamos e estaríamos trabalhando no campo voluntário para diminuir o fluxo de atendimento para os profissionais que já estão sobrecarregados”, disse.

Cursos

Em 2020 alguns alunos do curso de medicina e odontologia de outras instituições receberem vacina contra a Covid destacou a aluna. “O curso de enfermagem da Unir recebeu vacina agora em março em alunos do último período. Eles estão em campo prático. E conseguiram vacina com luta com a Semusa. Como que alunos do primeiro período de medicina que não vão para dentro do sistema de saúde, podem receber vacina e os outros não podem? Não estamos contra medicina ou qualquer outro curso. Todos devem ser vacinados por iguais. Por que ao invés de vacinarem o 6° período de enfermagem que está atuante no campo, estão vacinando alunos que acabaram de se matricular na academia? Um curso elitizado não precisa de privilégio”, disse.

Os alunos também denunciam a falta de materiais no curso para a realização de aulas práticas e destacam que ficaram um ano sem aulas. “Nossas aulas começaram agora em março. Estávamos na expectativa de cumprir as 40h para fechar o semestre. Estou no 4° período porque não cumpri as aulas prática, assim como a minha turma vamos ficar retidos. Todos os alunos ficaram felizes com esse acordo porque era uma esperança de continuar o nosso curso e poder ajudar quem está na linha de frente. E agora estamos sabendo que curso de estética e RH das instituições particulares receberam vacinas”, finalizou.

Segundo o Plano Nacional de imunização contra a Covid os acadêmicos de saúde que realizam o campo prático têm prioridade para receber o imunizante.

Informações

A equipe de reportagem entrou em contato com a Semusa para obter informações sobre o acordo realizado com os alunos de enfermagem da Unir. Até a finalização da matéria o jornal não obteve resposta. (SGC)