Prepare o olhar! Rondônia terá a chance de observar um raro eclipse lunar que deixará a Lua com um tom avermelhado nesta terça-feira
Moradores de Rondônia poderão acompanhar um dos fenômenos astronômicos mais aguardados do ano na madrugada desta terça-feira (3): o eclipse lunar que pode deixar a Lua com tonalidade avermelhada, conhecido popularmente como “Lua de Sangue”.
O eclipse lunar ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. Esse alinhamento só acontece durante a fase de Lua cheia. Quando a Lua entra na parte mais escura da sombra da Terra, chamada umbra, acontece o eclipse total — momento em que ela pode adquirir a coloração vermelho-alaranjada.
No dia 3 de março, o eclipse será total em partes do leste da Ásia, Austrália, região do Pacífico e em áreas da América do Norte e Central. Já em grande parte da América do Sul, incluindo o Brasil, o fenômeno será visto de forma parcial.
De acordo com o professor Ariel Adorno, do Clube de Astronomia da Universidade Federal de Rondônia (Unir), a Lua ficará visível no céu até cerca de 6h da manhã, horário em que o eclipse ainda estará em andamento. Rondônia, por estar localizada na região Norte e mais a oeste do país, terá uma condição um pouco mais favorável em comparação com estados do leste brasileiro. Quanto mais a oeste, maior tende a ser a parte visível do eclipse parcial.
O fenômeno ocorre durante a madrugada e o início da manhã, então parte do eclipse poderá ser acompanhada enquanto a Lua ainda estiver mais baixa no horizonte e, depois, durante o amanhecer, quando a luminosidade do Sol dificulta a observação. “Mesmo encoberta pela sombra da Terra, a Lua não desaparece completamente. Parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre e sofre espalhamento, o mesmo processo que deixa o céu azul durante o dia e o pôr do sol avermelhado”, explica o professor Adorno.
A atmosfera filtra os comprimentos de onda mais curtos, como o azul, e permite que os tons avermelhados sejam desviados e atinjam a superfície lunar, produzindo a aparência conhecida como “Lua de Sangue”. Segundo o professor, o termo também é usado popularmente quando ocorrem duas luas cheias no mesmo mês, especialmente se coincidir com o perigeu — ponto em que a Lua está mais próxima da Terra.
Diferentemente do eclipse solar, o eclipse lunar não oferece riscos à visão e pode ser observado a olho nu, sem necessidade de filtros ou equipamentos específicos. Binóculos e telescópios podem ajudar a perceber melhor os detalhes da superfície lunar e o avanço da sombra, mas não são indispensáveis. Para os amantes da astronomia, a madrugada promete ser uma boa oportunidade de observar o céu em Rondônia — especialmente em locais com pouca iluminação artificial e horizonte mais aberto.
Com informações do G1










