Um filhote de gato com apenas um olho nasceu em uma residência no distrito de Nova Conquista, em Vilhena (RO), no dia 4 de novembro. O caso, incomum, surpreendeu a família do tutor da mãe do animal, Gilberto Almeida.
“Eu tenho 32 anos e nunca tinha visto algo assim. Minha gata já teve várias crias, mas essa foi a primeira vez que aconteceu. Nasceram três gatinhos junto com ele, mas só esse veio diferente”, relatou Gilberto. Infelizmente, o filhote não sobreviveu e faleceu um dia após o nascimento, apresentando dificuldades respiratórias.
A condição, que lembra a figura mitológica do ciclope, um gigante com um único olho na testa, é uma anomalia congênita rara chamada ciclopia. A veterinária Janete Silva explica que a ciclopia ocorre quando, durante o desenvolvimento embrionário, o cérebro não se divide corretamente em dois hemisférios. Como os olhos acompanham essa divisão, eles acabam se fundindo em uma única estrutura centralizada.
“Quando o embrião está se desenvolvendo, em vez de a estrutura do cérebro se dividir em duas partes, forma-se uma massa única. Como os olhos acompanham essa divisão, acabam ficando centralizados”, detalha a veterinária, especialista em cirurgias animais.
A ciclopia é considerada rara tanto em animais quanto em humanos, e pode estar relacionada a defeitos genéticos, como alterações nos cromossomos, ou à exposição da mãe a toxinas e medicamentos durante a gestação. A expectativa de vida de animais com essa condição é geralmente baixa, pois a má formação também pode afetar outras funções vitais, como a respiração, conforme observado no caso do filhote de Vilhena.
De acordo com o Ministério da Saúde, a ciclopia é classificada como uma anomalia congênita do sistema nervoso. A condição pode estar associada a alterações cromossômicas ou à exposição da mãe a substâncias nocivas durante a gestação.
*Por Raíssa Fontes, Marcos Miranda e Iuri Lima, da Rede Amazônica RO










