Neste domingo, 4 de janeiro, Rondônia celebra 44 anos de sua instalação oficial como Estado da Federação. A data marca o fim de um ciclo iniciado em 1943, com a criação do Território Federal do Guaporé, desmembrado de Mato Grosso e Amazonas, e simboliza a conquista da autonomia administrativa e política da região.
A instalação ocorreu em 1982, em Porto Velho, com uma solenidade em frente ao Palácio Presidente Vargas. Autoridades e a população celebraram a transição de Território para Estado, com discursos que exaltaram o papel estratégico de Rondônia na Amazônia Ocidental e a esperança de desenvolvimento. O hasteamento da bandeira, criada por Silvio Carvajal Feitosa, e a posse do primeiro governador, coronel Jorge Teixeira de Oliveira, foram momentos marcantes.
Rondônia foi elevada à categoria de Estado pela Lei Complementar nº 41, em dezembro de 1981. Antes da instalação, Jorge Teixeira já havia sancionado decretos que instituíram os símbolos oficiais e organizaram a estrutura administrativa. A nova condição federativa garantiu ao estado representação no Congresso e autonomia administrativa.

Ao longo de mais de quatro décadas, Rondônia consolidou-se como uma terra de diversidade cultural e econômica, com a contribuição de migrantes de várias regiões do Brasil, povos indígenas, seringueiros, quilombolas e estrangeiros. O estado também carrega em seu nome a homenagem ao marechal Cândido Rondon, símbolo de integração e respeito às culturas originárias.
A criação da bandeira, do brasão e do hino de Rondônia refletem a história e as contradições do estado. A bandeira, criada por um adolescente de 17 anos, Sílvio Carvajal Feitosa, representa a ocupação do estado pelas vias fluvial e terrestre. O brasão, idealizado pelo publicitário goiano Marco Aurélio do Nascimento Anconi, simboliza o céu, a vastidão da Amazônia e a posição de Rondônia na região Norte. Já o hino, com letra do engenheiro civil Joaquim Araújo Lima, celebra os pioneiros, mas também carrega marcas de um passado controverso.
A instalação do estado foi marcada por disputas políticas entre os coronéis Jorge Teixeira e Humberto Guedes, expõendo fissuras no PDS. Teixeirão, apesar de popular, enfrentou acusações de autoritarismo. Após a redemocratização, Ângelo Angelim assumiu o governo, encerrando a trajetória política de Teixeirão em Rondônia.




Com informações do Portal Amazônia.










