Um ex-funcionário de uma empresa em Ji-Paraná, Rondônia, foi denunciado pelo Ministério Público do estado (MP-RO) por furto qualificado, em 405 ocasiões. O esquema criminoso resultou no desvio de mais de R$ 2 milhões.
De acordo com a denúncia, o suspeito, responsável pelo setor de contas da empresa, aproveitou a confiança dos gestores e sua posição para realizar 391 transferências não autorizadas via Pix e emitir 14 boletos bancários falsificados, tendo ele próprio como beneficiário. O golpe se estendeu por sete meses.
As investigações apontam que o acusado ocultava as fraudes por meio de comprovantes financeiros adulterados, apresentados à administração da empresa. O MP-RO qualificou o crime por abuso de confiança e fraude.
O suspeito foi preso em agosto, em um apartamento na comunidade Lagoa, em Ji-Paraná. A Justiça de Rondônia determinou o bloqueio de seu passaporte para garantir a instrução do processo. Até o momento, o réu não possui advogado constituído.
O caso levanta questionamentos sobre a segurança de dados financeiros e a importância de controles internos em empresas, especialmente em uma região como a Amazônia, onde a expansão econômica e a digitalização trazem novos desafios para a segurança jurídica.
Entenda a diferença entre prisão temporária e preventiva:
- Prisão Temporária: Decorre da necessidade de instrução criminal, para a realização de diligências investigatórias como oitiva de testemunhas, perícias e outros atos necessários para elucidação dos fatos. Possui prazo determinado.
- Prisão Preventiva: É decretada para garantir a ordem pública, a ordem econômica, a aplicação da lei penal ou para evitar que o acusado continue cometendo crimes. Não possui prazo determinado, dependendo da evolução do processo.
Com informações do G1 Rondônia










