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09 de fevereiro de 2026

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Risco-país argentino atinge mínima em quase 8 anos

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Argentina vê risco-país despencar e reacende esperança de retorno aos mercados de crédito internacionais

O risco-país da Argentina caiu abaixo dos 500 pontos-base nesta terça-feira (27), alcançando o menor nível em quase oito anos. Esse patamar favorável permite ao governo avaliar um possível retorno aos mercados internacionais de crédito.

Analistas atribuem a queda à compra diária de dólares pelo Banco Central da República Argentina (BCRA), à valorização dos títulos soberanos e à estabilidade política proporcionada pelo presidente Javier Milei. Por volta das 14h (horário de Brasília), o indicador marcava 499 pontos-base, uma redução em relação aos 510 pontos da véspera.

O movimento rompeu um nível de resistência anterior e reforça a tendência de queda em direção aos 450 pontos-base – um patamar similar ao do Equador. “Embora a taxa dos títulos dos Estados Unidos de 10 anos seja maior do que a vigente na última emissão internacional da Argentina (2018), o fato de o Equador ter ido recentemente ao mercado internacional para emitir leva o mercado a se perguntar quando poderá ser a vez da Argentina”, comentou Juan Manuel Franco, economista-chefe do Grupo SBS.

Franco acrescenta: “As taxas em que o Equador captou — um crédito que vem sendo atingido por diversos fatores de risco nos últimos anos — foram de 8,75% e 9,25% para títulos de 8 e 13 anos, respectivamente. Portanto, não parece absurdo pensar que a Argentina possa fazer isso, embora sigamos de perto os movimentos do mercado”. A acumulação de reservas pelo BCRA é vista como essencial para garantir as menores taxas possíveis em uma eventual volta ao mercado internacional.

Em janeiro, o BCRA acumulou compras de US$ 1,019 bilhão. Com a aquisição de US$ 39 milhões na véspera, as reservas internacionais atingiram US$ 45,740 bilhões, segundo dados oficiais provisórios. Esse cenário é impulsionado pela emissão de debêntures corporativas, pelos juros elevados em pesos e pela menor demanda do setor privado por dólares. A corretora Cohen considera “fundamental manter o risco-país próximo dos 500 pontos-base”.

A queda do risco-país sinaliza uma melhora na percepção de risco da Argentina, o que pode atrair investimentos estrangeiros e facilitar o acesso a financiamento externo. A sustentabilidade dessa tendência dependerá da continuidade das políticas econômicas atuais e da manutenção da estabilidade política.

Com informações do G1

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