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17 de março de 2026

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Revolta de Santo Antônio: um conflito político que abalou o Rio Madeira e marcou uma era

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Disputa entre Republicanos e Conservadores resulta em morte e demissão de promotor de justiça

Em 21 de abril de 1918, a tranquila vila de Santo Antônio do Rio Madeira, no extremo-norte do Mato Grosso (hoje Rondônia), foi palco de um tumulto político que durou 12 horas, envolvendo os líderes dos partidos Republicano (PR) e Conservador (PC). O incidente ocorreu durante a posse do advogado Manoel Amaro, filiado ao PC, como prefeito da cidade.

Cinco soldados da Companhia Isolada, liderados por Antônio Alves Feitosa, desobedeceram às ordens do capitão Honoriano Amazonas Lobato, comandante e delegado local. Em um ato de insubordinação, eles se dirigiram à casa do bacharel Vulpiano Machado, ex-promotor de justiça afastado em 1917 por ser considerado subversivo.

A Companhia Regional de Infantaria da Força Pública, conhecida como Companhia Isolada, na ferrovia em Santo Antônio. Foto: Acervo CDH/R

Armados, os soldados procuraram o agente fiscal Antônio Brandão, mas não o encontraram. Em seguida, cercaram a residência do prefeito Manoel Amaro Lopes, desafiando sua autoridade.

Segundo relatos do jornal “Alto Madeira”, de Porto Velho, os soldados amotinados agrediram um funcionário da Intendência Municipal e atacaram comerciantes em busca de munições.

Vulpiano na capa do jornal Gazeta de Notícias, da capital do país (RJ), faz denúncias pesadas.

Ao retornarem à casa de Vulpiano Machado, os revoltosos encontraram resistência das forças oficiais lideradas pelo tenente Carvalho Santos. Após um pedido de rendição ignorado, iniciou-se um confronto armado que resultou na morte do soldado Pedro Pinheiro de Arruda. A maioria dos rebeldes foi capturada, exceto Feitosa e Antônio Francelino Filho, que escaparam de canoa.

Em outro incidente, o ex-prefeito Salustiano Correia, do PR, sacou um revólver contra um oficial de justiça que o intimava a comparecer à delegacia. Ele foi detido, e sua arma, confiscada.

O promotor José Adolpho de Lima Avelino declarou: “Denuncio o bacharel Vulpiano Machado e os ex-militares da Companhia Regional, Antônio Alves Feitosa, Antônio Francelino Filho, Euphrosino Ferreira da Silva e Ângelo Marques, como responsáveis por um ato nefasto…”

As disputas políticas entre os grupos se estenderam por anos, revelando questões como escravidão nos seringais e assassinatos encobertos.

O prefeito conservador no epicentro da crise.

Com informações do Portal Amazônia

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