Ação em parceria com a prefeitura beneficia mais de 800 famílias em 24 comunidades da capital
Durante reunião realizada com a equipe da Prefeitura de Porto Velho, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) apresentou o projeto do Programa Cisterna Sanear Amazônia, que já está em execução no município e atende comunidades ribeirinha s com tecnologias sociais voltadas ao acesso à água e ao saneamento básico.
O programa é desenvolvido com recursos federais e atua na implantação do Sistema Pluvial Multiuso Autônomo para ambientes de várzea, uma tecnologia social que capta, trata e armazena água da chuva para uso doméstico. A estrutura inclui calhas, descarte da primeira água, reservatórios de 1.000 e 5.000 litros, filtro de barro e instalação sanitária adaptada às cheias da Amazônia, garantindo água de qualidade para famílias de baixa renda.
O

sistema funciona em dois módulos integrados. O módulo domiciliar capta a água do telhado, realiza o tratamento e armazena em reservatório individual de mil litros, abastecendo banheiro, chuveiro e pias. Já o módulo comunitário complementar utiliza fonte adicional, com reservatórios maiores de cinco mil litros, tratamento simplificado e distribuição por rede, principalmente em períodos de pouca chuva. O projeto também inclui formação das comunidades para gestão, uso e manutenção das estruturas.
Para fortalecer as tecnologias comunitárias, está sendo implantado sistema de energia solar fotovoltaica, substituindo a energia convencional. Atualmente, a instalação ocorre nas comunidades de Betel, Paulo Leal e Belmont.

As tecnologias sociais implementadas pela ADAI, em parceria com o MAB, somam 398 unidades distribuídas nas comunidades de Betel (24), Paulo Leal (26), Belmont (19), Bom Será 1 (41), Bom Será 2 (17), Brasileira (77), Boca do Jamari (21), Terra Firme (26), Cavalcante (72), Ilha dos Veados (6), Mutuns (36), Rio Verde (23) e São Sebastião (10).
Já o Instituto Vitória Régia (IVR) é responsável por 402 tecnologias sociais que serão implementadas nas comunidades de Aliança, Nova Aliança, Ramal do Babaçu, Ramal do Jacu, Itacoã, São Carlos, Maravilha, Terra Caída e Niterói.
Ao todo, cerca de 800 famílias ribeirinhas, em 24 comunidades de Porto Velho, devem ser beneficiadas com o programa, que atua em conjunto com o município para evitar sobreposição de ações e ampliar o alcance das políticas públicas.

O coordenador do MAB, Océlio Muniz, explicou que a apresentação teve como objetivo aproximar ainda mais a iniciativa da gestão municipal. “Viemos até a prefeitura para apresentar os projetos que já estão sendo desenvolvidos nas comunidades ribeirinhas. O foco é garantir água tratada e saneamento para pessoas de baixa renda, que vivem em áreas de difícil acesso. A ideia é trabalhar junto com o município para ampliar esse atendimento e levar dignidade às famílias”.
O diretor executivo da Defesa Civil, Marcelo Duarte, falou sobre a importância da integração entre as instituições. “Quando unimos esforços, conseguimos chegar a mais famílias e fortalecer as ações nas comunidades. O acesso à água de qualidade impacta diretamente na saúde e na qualidade de vida das pessoas, principalmente nas áreas ribeirinhas”.
O Sanear Amazônia é uma iniciativa coordenada pelo Memorial Chico Mendes em parceria com o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), por meio do Programa Cisternas do Novo PAC e do Fomento Rural. A ação conta ainda com o apoio de entidades executoras como Instituto Desenvolver (ID), Instituto Vitória Régia (IVR), Associação dos Produtores Rurais de Carauari (ASPROC), Associação de Mulheres do Baixo Cajari (AMBAC) e Associação de Desenvolvimento Agrícola Interestadual (ADAI).
Texto: Jhon Silva
Fotos: MAB e Jhon Silva
Edição: Secom
Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
Com informacoes da Prefeitura de Porto Velho.










