Ancorado em um trecho calmo do Rio Acre, no Segundo Distrito de Rio Branco, o Restaurante Flutuante Malveira se tornou um ponto turístico da capital acreana. O espaço, construído sobre toras de madeira e galões, serve pratos típicos da região, como o famoso tambaqui, e proporciona uma experiência imersiva na natureza.
O restaurante, que acompanha o nível do rio, foi idealizado por Carlos Alberto de Souza Moura, 59 anos, que buscou criar um ambiente acolhedor e familiar. “Eu gosto de sorrir, de conversar com as pessoas, de contar histórias. Venho de uma família de seringueiros, por isso quis criar um ambiente familiar, onde as pessoas possam vir, comer bem, tirar foto, apreciar o rio e ir embora feliz”, afirma o proprietário.
O preparo do tambaqui, prato principal da casa, é feito com técnica e cuidado: o peixe é pré-cozido no papel-alumínio e finalizado na churrasqueira no momento do pedido, garantindo um sabor especial. O sucesso do restaurante atraiu até mesmo o chef Otto Vitelleschi, influenciador de culinária que visitou o local em agosto do ano passado.

Com capacidade para atender cerca de 250 pessoas nos fins de semana, o Flutuante Malveira conta com uma equipe de 15 pessoas, entre familiares e funcionários. Carlos relembra os desafios iniciais, como a falta de experiência e a necessidade de organizar os processos para garantir um atendimento de qualidade. “O cliente não gosta de esperar, por isso começamos cedo os preparos. Aqui, se for um cliente só ou se a casa estiver cheia, o atendimento tem que ser o mesmo, nota dez”, explica.
A história do restaurante começou com a construção da embarcação em 2021, inicialmente como um espaço de lazer para a família. Aos poucos, o local foi atraindo visitantes e se transformou em um negócio próspero, impulsionado pela beleza do Rio Acre e pela culinária regional.

Além da gastronomia, o Flutuante Malveira oferece passeios de barco pelo rio, proporcionando aos visitantes uma vista privilegiada da cidade e da natureza exuberante. “Tem gente que quase chora. Já ouvi de uma turista do Rio Grande do Sul que ela nunca tinha sentido tanta paz”, relata Carlos.

Com informações do Portal Amazônia.









