Documento do DHS questiona versão oficial sobre morte de enfermeiro em Minneapolis, negando que ele sacou arma
Um documento oficial sobre a morte do enfermeiro Alex Pretti não menciona que o homem tenha sacado uma arma antes de ser baleado por agentes de imigração em Minneapolis, nos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo jornal The Washington Post nesta terça-feira (27).
O arquivo, compartilhado pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) com membros do Congresso americano, contradiz a versão do governo de Donald Trump, que afirmava que Pretti representava uma ameaça aos agentes.
Pretti foi morto no sábado (24) durante uma operação da Patrulha de Fronteira. Vídeos da ação mostram o enfermeiro com um celular nas mãos antes de ser contido por agentes federais, sem que se veja uma arma de fogo. Segundo o documento do DHS, dois agentes federais atiraram contra Pretti, em ao menos dez disparos em menos de cinco segundos.
Após a ação, a secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, afirmou que Pretti havia cometido um “ato de terrorismo doméstico”. Gregory Bovino, comandante que supervisionava a ação, disse que o enfermeiro pretendia cometer um “massacre” contra os agentes. Trump chegou a compartilhar uma foto de uma arma que supostamente estaria com Pretti, mas autoridades informaram que o enfermeiro tinha autorização para porte.
Diante das críticas, inclusive de grupos pró-armas que o apoiam, Trump recuou e disse que não aconselhava pessoas a irem armadas para manifestações. Nesta terça-feira, afirmou que pretende “desescalar” a situação em Minnesota, ordenando a redução do número de agentes no local. Integrantes do ICE devem deixar a região nos próximos dias, e Gregory Bovino foi realocado para a Califórnia.
A análise de vídeos feita pelo The New York Times indica que Pretti se colocou entre uma mulher e um agente que usava spray de pimenta, segurando um celular em uma mão e sem nada na outra. Ele foi cercado, derrubado e imobilizado, e um dos agentes parece ter retirado uma arma antes de disparar à queima-roupa. Autoridades locais criticaram a ação, com o governador de Minnesota, Tim Walz, descrevendo as imagens como “revoltantes” e declarando que o estado não confia no governo federal para conduzir a investigação. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, questionou quantos moradores ainda precisarão morrer para que as operações federais na cidade sejam encerradas.
Com informações do G1










