Apesar de protestos, governo britânico aprova projeto de ‘megaembaixada’ chinesa em área histórica de Londres
O governo do Reino Unido aprovou nesta terça-feira (20) os planos para que a China construa uma “megaembaixada” no coração histórico de Londres, oito anos após o início do processo e apesar da forte oposição de moradores e de grupos de defesa dos direitos humanos.
A carta oficial da decisão informa que o ministro da Habitação, Steve Reed, “concede permissão de planejamento e autorização para edifício tombado” para a embaixada, que será instalada no local da antiga Casa da Moeda Real, próximo à icônica Torre de Londres.
A aprovação do projeto, avaliado em cerca de 1,2 bilhão de libras (aproximadamente R$ 7.067.180.000,00 na cotação atual), gerou críticas devido a preocupações com a segurança, vigilância e a influência chinesa. O local escolhido, de grande importância histórica e cultural, também foi um ponto de discórdia.
Grupos de direitos humanos expressaram receio de que a embaixada possa ser usada para monitorar dissidentes e ativistas pró-Hong Kong que vivem no Reino Unido. A oposição argumenta que a presença de uma embaixada chinesa tão grande e em uma localização tão estratégica poderia facilitar atividades de espionagem e interferência política.
O governo britânico, por sua vez, defende que a aprovação do projeto é uma questão de reciprocidade, já que a China também possui uma grande embaixada em Londres. Além disso, argumenta que o projeto seguirá todas as leis e regulamentos de planejamento do Reino Unido.
A construção da nova embaixada chinesa deverá levar vários anos para ser concluída. O projeto inclui a construção de um novo complexo de edifícios, além da reforma de estruturas existentes. A expectativa é que a embaixada se torne um importante centro diplomático e cultural para a China no Reino Unido.
A decisão do governo britânico reacende o debate sobre as relações entre o Reino Unido e a China, que têm sido marcadas por tensões em relação a questões como direitos humanos, comércio e segurança nacional.
Com informações do G1










