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29 de novembro de 2025

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Reabertura do laticínio em Nova Mamoré é debatida na Assembleia Legislativa

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A possibilidade de reabertura do laticínio Italac em Nova Mamoré, que hoje funciona parcialmente, foi debatida na reunião da Comissão de Habitação e Assuntos Municipais, na manhã desta terça-feira (24), no plenarinho 01, na Assembleia Legislativa. O presidente Jair Montes (PTC), provocou o debate, que contou com a participação dos deputados Cassia Muleta (Podemos), Ismael Crispin (PSB), Edson Martins (MDB) e Alex Silva (Republicanos).

O prefeito de Nova Mamoré, Claudionor da Rocha (PDT) e o representante da empresa Italac, Vinícius Lourenço, participaram da reunião. Nova Mamoré é, desde 2017, a maior bacia leiteira de Rondônia, possuindo ainda o segundo maior rebanho bovino do Estado.

O prefeito relatou que, nos últimos dez anos, o município aumentou a sua população em 50%. “Recebemos pessoas vindas de outras regiões de Rondônia em busca de terras mais baratas, usando essas áreas para a pecuária, tornando o município o maior do Estado na produção de leite e com o segundo maior rebanho bovino. A nossa dificuldade é que mais de 60% da nossa população vive na zona rural, mas na área urbana enfrentamos a falta de emprego, por sermos carentes de indústrias, mesmo tendo um comércio forte voltado ao campo”, disse.

Claudionor disse ainda que “temos um laticínio em Nova Dimensão, que capta 30 mil litros ao dia. Duas agroindústrias, captam 10 mil litros ao dia. Temos ainda queijeiras que fazem queijo e vendem na Bolívia. O Italac é o que mais capta leite, com cerca de 40 mil litros ao dia, e levam para serem beneficiados em Jaru. A grande dificuldade é a falta do beneficiamento do leite, que deixou de gerar empregos, afetando a nossa economia na área urbana “.

Claudionor sugeriu que o Governo pudesse rediscutir a concessão de incentivos fiscais, para assegurar a abertura do laticínio, em sua plenitude de operações.

O deputado Ismael Crispin interveio, observando que a maioria dos municípios de Rondônia, sofrem com a mesma questão de Nova Mamoré: a geração de emprego e renda.

Empresa Italac

Vinicius Lourenço informou que “tínhamos uma unidade em Nova Mamoré, mas optamos por levar o leite para a unidade de Jaru. Lá, temos uma grande planta de leite em pó e de processamento de soro. Calculamos que levando tudo para Jaru, era mais baixo o custo. Temos a parte de transportadores que usam a cidade como base, onde temos de sete a oito caminhões fazendo o transporte, através de terceirizados, além dos gastos com combustível. Ou seja, creio que empregos foram mantidos ou criados, mesmo com o transporte do leite para Jaru”.

Segundo o representante da Italac, “não temos como ter duas unidades ociosas, sem o uso total da sua capacidade, gerando despesas e prejuízos à empresa. Para funcionarmos em toda plenitude, teríamos que ter cerca de 80 mil litros ao dia, hoje recebemos a metade”.

Jair Montes quis saber se a planta de Nova Mamoré será reativada. “Ela está funcionando, resfriando o leite que recebemos do produtor, antes do transporte. Temos um estudo para a produção de alguns queijos especiais, como o provolone, mas a empresa ainda não definiu”, respondeu Lourenço.

Montes também questionou se a empresa é beneficiada, na unidade de Nova Mamoré, com incentivos fiscais pelo Governo. O representante não soube responder se há esse incentivo.

Crispin ponderou que, caso haja incentivos e ele preveja a geração de mão de obra urbana, isso poderia ser revisto. “Mas, se não houver essa responsabilidade, infelizmente, a situação é uma decisão empresarial que deve ser respeitada”.