Raymundo da Silva Perdigão, nascido no Maranhão em 14 de outubro de 1866, construiu uma trajetória notável no Amazonas, destacando-se como jurista, magistrado e, principalmente, como o primeiro Sereníssimo Grão-Mestre da Maçonaria no estado. Sua história, marcada pela dedicação e inteligência, é um importante capítulo das histórias da Amazônia.
Após concluir seus estudos iniciais no Maranhão e formar-se em Direito pela Universidade da Bahia, onde se destacou como orador de sua turma, Perdigão fixou residência em Manaus. A cidade, em pleno desenvolvimento, ofereceu-lhe oportunidades na magistratura, onde atuou em diversos municípios do Amazonas, consolidando sua reputação como um profissional dedicado e íntegro.
Sua formação moral, pautada pela lealdade e pela defesa da ética, o acompanhou ao longo da vida. Na magistratura, Perdigão se tornou conhecido por suas sentenças justas e bem fundamentadas, baseadas em doutrinas clássicas e no rigor da lei, tornando-se Desembargador por mérito.
A iniciação na Maçonaria
Em 24 de agosto de 1895, Raymundo da Silva Perdigão iniciou sua jornada na Maçonaria, na Grande Benemérita Loja Simbólica Esperança e Porvir nº 1. Sua ascensão foi rápida: elevado em 14 de novembro de 1895 e exaltado em 18 de janeiro de 1896. Sua capacidade de oratória e liderança logo se manifestaram, ocupando os cargos de Orador (1896-1899) e 2º Vigilante (1897-1898).
O legado como Grão-Mestre
Entre 1904 e 1908, Raymundo da Silva Perdigão alcançou o ápice de sua trajetória maçônica, sendo eleito o primeiro Sereníssimo Grão-Mestre do Grande Oriente do Estado do Amazonas. Sua gestão foi marcada pela busca pela fraternidade e pelo desenvolvimento da Maçonaria na região. Perdigão promulgou o primeiro Regulamento Particular do Grande Oriente, um marco fundamental para a organização e o crescimento da instituição no estado.
Sua administração, pautada pela respeitabilidade e pela soberania, deixou um legado duradouro na história da Maçonaria amazonense. Raymundo da Silva Perdigão, seja na advocacia, na magistratura, na Maçonaria ou na sociedade, foi um exemplo de integridade, dedicação e amor ao próximo, inspirando gerações futuras.










