A Amazônia, com seu clima equatorial quente e úmido, é palco de intensas tempestades, frequentemente acompanhadas de raios. O Brasil é o país com maior incidência de raios no mundo, e a região amazônica concentra uma parcela significativa dessas descargas, devido à combinação de umidade e calor.
De acordo com dados do Grupo ELAT/Inpe, a Amazônia registra cerca de 30 milhões de raios por ano, o que equivale a 13,4 descargas elétricas por quilômetro quadrado. Estudos preveem que, entre 2081 e 2100, a média anual de raios no Brasil poderá atingir 100 milhões, com a Amazônia sendo uma das áreas mais afetadas.

O Amazonas, a região sul do Pará, o norte do Mato Grosso e Tocantins são as áreas com maior densidade de raios, conforme apontam dados do Censipam. O trimestre de setembro a novembro, período de transição entre as estações seca e chuvosa, é o que registra o maior número de descargas elétricas.
Diante desse cenário, o Censipam e a World Meteorological Organization (WMO) alertam para a importância de cuidados preventivos durante períodos chuvosos, como evitar áreas abertas, buscar abrigo em locais fechados, afastar-se de árvores altas e da rede elétrica, e evitar contato com objetos metálicos. Em caso de emergência, procurar ajuda médica imediata, pois descargas elétricas podem causar parada cardíaca e respiratória.
“A maioria das vítimas de descargas elétricas se encontravam em regiões abertas e perto de lugares altos como as árvores”, ressalta o Censipam, enfatizando a vulnerabilidade de povos originários devido às atividades ao ar livre e características de suas habitações.
Com informações do Portal Amazônia.







