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17 de fevereiro de 2026

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Queimadas em pastagens liberam emissões ‘invisíveis’ no Brasil

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Um novo estudo do IPAM e Imaflora revela que as emissões de gases de efeito estufa (GEE) provenientes de queimadas em pastagens, que não resultam em mudança de uso da terra, não são contabilizadas no inventário climático oficial do Brasil. Essa omissão representa uma lacuna significativa na compreensão do impacto real do fogo sobre o clima.

A pesquisa, que analisou dados de 2024, demonstra que queimadas em vegetação nativa e pastagens corresponderam a 93% da área total queimada no país, com um aumento proporcional das emissões de dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) em comparação com anos anteriores.

queimada na amazônia
Foto: Marizilda Cruppe/Greenpeace

A queima de pastagens é particularmente preocupante devido ao alto potencial de aquecimento global do metano – cerca de 28 vezes maior que o do CO2 – intensificando o impacto climático do fogo. Segundo Gabriel Quintana, analista de Ciência do Clima do Imaflora, “Existe um volume relevante de emissões que simplesmente não aparece na contabilidade oficial. Essa lacuna distorce a compreensão real do impacto do fogo sobre o clima”.

O estudo propõe a incorporação dessas emissões ao Inventário Nacional de Gases de Efeito Estufa, utilizando metodologias alinhadas às diretrizes do IPCC. A metodologia proposta é viável, pois utiliza fatores de emissão e estoques de biomassa já empregados no inventário atual, facilitando futuras atualizações. A maior parte dessas emissões, especialmente CO2 e CH4, está concentrada na Amazônia.

Apesar da redução da área queimada em 2025, atribuída a ações de prevenção e controle do fogo, o estudo ressalta a importância de reconhecer e contabilizar essas emissões para aprimorar a transparência climática do país e orientar políticas públicas mais eficazes. Reconhecer essas emissões é crucial para a credibilidade ambiental do Brasil no cenário internacional.

Com informações do Portal Amazônia.

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