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03 de março de 2026

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Quase 1.500 prisioneiros do Estado Islâmico escaparam de uma prisão na Síria, segundo agência

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Fuga em massa de terroristas do Estado Islâmico na Síria levanta preocupações sobre a segurança regional

Cerca de 1.500 integrantes do grupo terrorista Estado Islâmico escaparam de uma prisão na cidade de Shaddadi, no leste da Síria, segundo informou nesta segunda-feira (20) a agência Rudaw. O presídio era controlado por forças curdas que atuam no país.

A informação foi confirmada por um porta-voz das Forças Democráticas Sírias (FDS), aliança militar liderada por curdos e que, nos últimos anos, foi a principal parceira dos Estados Unidos no combate ao Estado Islâmico na Síria.

Mais cedo, o Exército da Síria havia reconhecido a fuga de militantes, mas falou apenas em “um número” indeterminado de presos. As forças do governo acusaram as FDS de terem libertado os detentos. As FDS, por sua vez, afirmam que perderam o controle da prisão após ataques de forças do governo sírio. Damasco nega ter atacado o presídio e afirma que suas tropas atuam para garantir a segurança da área e recapturar os fugitivos.

A fuga ocorre em um momento de mudança no controle do território sírio. Nos últimos dias, forças curdas começaram a se retirar de áreas do norte e do leste do país após um acordo de cessar-fogo com o governo sírio, encerrando anos de domínio curdo sobre essas regiões. A retirada inclui as províncias de Raqqa e Deir al-Zor, áreas de maioria árabe que abrigam os principais campos de petróleo da Síria. Jornalistas da Reuters viram forças do governo sírio ocupando essas regiões após a saída das SDF.

Pelo acordo, as forças curdas aceitaram entregar ao governo prisões que mantinham integrantes do Estado Islâmico, além de campos de petróleo, gás e postos de fronteira — pontos que vinham sendo alvo de impasse há meses. A prisão de Shaddadi era uma das principais unidades de detenção de terroristas sob controle das FDS, que, segundo o grupo curdo, abrigava milhares de membros do Estado Islâmico.

O episódio ocorre em meio a tensões entre a liderança curda e o governo sírio. Negociações recentes emperraram após Damasco exigir que os combatentes curdos sejam incorporados individualmente às Forças Armadas sírias, e não como unidades próprias, como defendem as FDS.

O governo da Síria tenta impor sua autoridade em todo o país, após a destituição do presidente Bashar al-Assad, no fim de 2024.

Com informações do G1

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