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14 de março de 2026

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Quanto mais gordura abdominal uma pessoa possui, maior o risco de morrer por qualquer causa

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Enquanto algumas pessoas malham, caminham ou fazem atividades físicas, outras vivem sedentárias e não se preocupam em estar acima do peso ou com gordura concentrada na região abdominal e não sabem o quanto isso é perigoso para a saúde.

 

Um estudo publicado no BMJ analisou diferentes medidas de forma corporal — mais especificamente, de gordura central ou abdominal — para determinar quais medidas foram mais preditivas à morte prematura.

 

Os pesquisadores neste estudo analisaram as seguintes medidas de gordura central: circunferência da cintura, quadril e coxa; relação cintura-quadril; relação cintura-altura; relação cintura-coxa; índice de adiposidade corporal (que incorpora a circunferência do quadril e a altura); e um índice de forma corporal (calculado a partir da circunferência da cintura, IMC e altura).

 

Eles descobriram que uma circunferência maior do quadril e da coxa (às vezes chamada de formato de pêra) estava associada a um menor risco de morte por todas as causas. Todas as outras medidas, que indicaram gordura localizada centralmente (às vezes chamada de formato de maçã), foram associadas a um maior risco de morte. Ou seja, quanto mais gordura abdominal uma pessoa possui, maior o risco de morrer por qualquer causa.

 

O que estes resultados significam?

 

Que a localização dessa gordura no corpo gera risco cardiovascular, como aumento da pressão arterial, níveis elevados de triglicerídeos no sangue e diabetes tipo 2. Estudos têm mostrado que está até relacionado à demência, asma e alguns tipos de câncer.

 

Sem contar que a gordura localizada ao redor do abdômen, particularmente a gordura visceral ao redor do fígado e órgãos internos, é altamente inflamatória. Enquanto a gordura localizada nos quadris e coxas é protetora.

 

Esses efeitos protetores incluem uma associação com colesterol total mais baixo, colesterol LDL (ou ruim), triglicerídeos, calcificação arterial, pressão sanguínea, níveis de glicose e insulina no sangue e maior sensibilidade à insulina.

 

Na pesquisa foram analisados o sexo, localização geográfica, tabagismo, IMC, atividade física e presença de doenças como diabetes e hipertensão.

 

Como você pode diminuir a gordura abdominal?

 

Bem, há más notícias e boas notícias. Depende da sua genética, ou seja, a forma como seu corpo armazena gordura é amplamente determinada por ela.

 

A boa notícia é que a gordura abdominal é que ela pode ser reduzida com novos hábitos de vida:

 

1. Faça uma dieta saudável, incorporando proteínas magras, frutas, vegetais e grãos inteiros.

 

2. Limite os carboidratos processados e, especialmente, os açúcares adicionados, que são açúcares que não ocorrem naturalmente nos alimentos.

 

3. Faça atividade física adequada, pelo menos 150 minutos por semana de atividade física moderada a vigorosa.

 

4. Tenha um sono reparador adequado: para a maioria dos adultos, isso significa sete a oito horas por noite.

 

5. Limite o estresse, pois está correlacionado com a liberação do hormônio cortisol, que está ligado ao ganho de peso abdominal.

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